Seca na RDS do Piranha: água a R$ 8 o balde e poço antigo sem dar conta

Em Manacapuru, comunidade Braga enfrenta água com cheiro após mortandade de peixes e recorre a baldes de 20 litros comprados por R$ 8, diz FAS

Em Manacapuru, comunidade Braga enfrenta água com cheiro após mortandade de peixes e recorre a baldes de 20 litros comprados por R$ 8, diz FAS
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Moradores da comunidade Braga, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Piranha, em Manacapuru, enfrentam dificuldade de acesso à água durante a seca dos rios. Segundo o morador Noé Marques, a mortandade de peixes deixa a água com cheiro e prejudica o uso para banho e para lavar utensílios.

A situação foi acompanhada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em visita técnica à comunidade na última semana, conforme relato divulgado pela instituição. A reserva fica em Manacapuru, município da Região Metropolitana de Manaus.

Água comprada e poço antigo

Como alternativa, os moradores compram baldes de 20 litros de água por R$ 8, segundo Noé Marques. Ele relata que a quantidade não dura muito e que a pessoa logo fica sem água de novo. A saída apontada por ele é o poço.

A superintendente-geral adjunta da FAS, Valcléia Lima, afirmou que a perfuração existente na localidade tem mais de duas décadas e já não responde às necessidades atuais dos moradores. Para ela, apesar de a área ser de várzea, o maior problema da comunidade hoje é a água.

Durante a visita, a equipe da FAS também registrou que a água do rio estava quente e havia peixes mortos. No deslocamento entre Manaus e Manacapuru, observou fumaça intensa, outro fator somado às condições encontradas no território.

O que a FAS propõe

A instituição defende que as soluções de abastecimento sejam construídas com participação das comunidades e articulação entre setores. Valcléia Lima citou a necessidade de reunir terceiro setor, universidade e empresas para desenvolver tecnologias que atendam a essas demandas.

Nesse sentido, a FAS informa que elabora a Aliança Adaptação El Niño 2026–27, iniciativa que pretende aproximar moradores, entidades da sociedade civil, centros de pesquisa, empresas e governos. O objetivo declarado é antecipar riscos e construir respostas para proteger pessoas, modos de vida e territórios amazônicos.

A distinção importante é que a aliança está em elaboração: a fonte não informa data de lançamento, orçamento, metas ou quais comunidades serão atendidas primeiro. Ou seja, trata-se de uma articulação em construção, e não de um programa em funcionamento com cronograma definido. A carência apontada de imediato na comunidade Braga envolve o acesso a água para consumo, preparo de refeições e afazeres domésticos.

A FAS informou que mais informações sobre a Aliança Adaptação El Niño 2026–27 e sobre formas de apoiar estão disponíveis no endereço https://fas-amazonia.org/super-el-nino/. O conteúdo original foi publicado pela própria fundação, com texto de Rebeca Vilhena.

Foto: Bruna Martins

Fontes: Portal Amazônia — https://portalamazonia.com/meio-ambiente/rds-familias-seca-desafios-am/

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