O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informou, no fim da noite de quarta-feira (21), que a operação federal de combate às queimadas ajudou a extinguir 338 incêndios florestais no Amazonas desde o início da força-tarefa. A estrutura reúne brigadistas, militares, aeronaves e equipamentos, com atuação principalmente em áreas de difícil acesso.
Segundo o MMA, o número de focos de calor caiu na última semana, e a qualidade do ar melhorou em Manaus após as chuvas registradas entre quarta (21) e quinta-feira (22). O órgão citou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe): o Amazonas registrou 363 focos de calor entre 13 e 19 de outubro, redução de 641 registros em relação à semana anterior.
O que os números mostram
No período de 13 a 19 de outubro, Itacoatiara liderou o ranking de focos, com 44 ocorrências, seguida por Lábrea (37) e Guajará (26). Na segunda-feira (19), havia 17 eventos de fogo ativos em nove municípios amazonenses em situação de emergência. A queda semanal dos focos de calor não significa o fim dos incêndios: o próprio ministério afirmou que os incêndios continuam em diferentes regiões do estado.
A operação federal conta com 17 aeronaves — seis aviões Air Tractor, dois KC-390, oito helicópteros e uma Caravan —, além de nove embarcações e 66 veículos. Desde 10 de outubro, as aeronaves somaram 422,4 horas de voo e 387 lançamentos de água, totalizando 1,17 milhão de litros despejados. Os dois KC-390 têm capacidade para lançar entre 12 mil e 19 mil litros em cerca de sete segundos; um deles opera com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS).
A força-tarefa inclui 474 brigadistas do Ibama e do ICMBio, 54 militares da Força Aérea Brasileira e 41 integrantes da Força Nacional. O governo federal também custeia as diárias de 116 bombeiros do Amazonas.
Qualidade do ar e regras em vigor
Conforme o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), às 7h de quinta-feira (22), 14 dos 15 sensores instalados em Manaus registravam qualidade do ar boa. A exceção era o bairro Coroado, na Zona Leste, com índice moderado. No interior, os índices variavam entre bons, moderados, ruins e muito ruins. A melhora veio após 14 dias consecutivos de fumaça na capital.
Durante a vigência do decreto estadual de emergência, o uso do fogo está proibido no Amazonas, independentemente da finalidade, e quem descumprir a medida pode ser responsabilizado. O Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) restringe o uso do fogo na vegetação, salvo exceções legais, e a Lei nº 14.944/2024 instituiu a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, com regras para o uso controlado e autorizado.
Em 18 de outubro, o governo federal anunciou em Manaus novas medidas, entre elas a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas na capital e uma base da Força Nacional do SUS, inaugurada em 20 de outubro para atender a população afetada pela fumaça. Também foi anunciada ampliação do apoio financeiro a estado e municípios e reforço na investigação de crimes ligados aos incêndios. Em 16 de outubro, foi autorizado repasse de R$ 14,3 milhões ao Amazonas, em parcela única, para ações de resposta aos desastres.
Foto: Fernando Donasci/MMA
Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/22/queimadas-no-am-governo-diz-ter-ajudado-a-extinguir-338-incendios-focos-de-calor-caem.ghtml





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