Turismo no AM cai 15% em agosto; guias citam efeito da fumaça nos passeios

Queda foi na comparação com agosto de 2025, segundo o IBGE; guias relatam adiamento de passeios e cancelamentos pontuais por causa da fumaça.

Queda foi na comparação com agosto de 2025, segundo o IBGE; guias relatam adiamento de passeios e cancelamentos pontuais por causa da fumaça.
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O movimento do turismo no Amazonas ficou 15% menor em agosto deste ano do que em agosto de 2025, conforme números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) usados pelo g1 Amazonas. No mesmo período, a fumaça de queimadas e incêndios florestais agravou a qualidade do ar no estado. Profissionais do setor ouvidos pelo veículo apontam menos procura por passeios e turistas que transferem as atividades para depois.

Para o vice-presidente da Cooperativa de Guias e Agentes de Turismo do Estado do Amazonas (Coopguiaturam), Jairo Félix, a chegada de visitantes ao estado foi marcada pela surpresa com a fumaça, o que mexeu no cronograma de passeios. Conforme ele, parte dos turistas aguarda o ar melhorar antes de sair, e há quem prefira esperar um ou dois dias, sobretudo idosos e pessoas preocupadas com a poluição.

O que o dado de 15% mede

O percentual do IBGE confronta agosto deste ano com agosto de 2025, e não com julho nem com a média anual. A variação, assim, retrata o desempenho em relação ao mesmo mês do ano anterior, sem indicar o tamanho do setor nem quantos turistas deixaram de vir ao estado em números absolutos. O material recebido não discrimina quais atividades ou municípios entram no cálculo.

Segundo os relatos, as atividades seguem acontecendo, com desistências localizadas. Jairo Félix disse que os guias conversam com os visitantes sobre o cenário ambiental, e parte dos turistas escolhe outras opções enquanto o ar não melhora. Ele lembrou ainda que a demanda muda ao longo do ano: dezembro a fevereiro concentram maior procura, assim como a temporada de pesca esportiva, no segundo semestre.

Destinos e alternativas

O guia Mario Sergio de Jesus, com oito anos de atuação em ecoturismo e turismo de experiência em Manaus, Presidente Figueiredo, Iranduba e outros destinos, também notou menos visitantes no período de fumaça. De acordo com ele, o céu encoberto ao chegar ao estado pesa na hora de decidir se sai ou não para os passeios.

Mário avalia que o problema não se distribui igualmente entre os destinos e que parte das atrações segue aberta, a depender das condições ambientais de cada local. Cachoeiras, rios e áreas de floresta aparecem entre as opções possíveis durante a estiagem. Ele cita Novo Airão como exemplo de turismo imersivo e cultural, mas relata queda também ali, já que as queimadas atingem diferentes regiões. Para atrair visitantes, o empresário divulga nas redes sociais as atrações e o que pode ser feito no período.

Conforme o g1 Amazonas, Manaus acumulou em pouco mais de um mês diversos episódios de fumaça ligados a incêndios florestais, com piora no início de outubro. A cidade passou mais de sete dias seguidos no topo do ranking de pior ar entre as cidades do país, medido pela plataforma IQAir. Nesse intervalo, as aulas foram interrompidas, atividades ao ar livre suspensas e centenas de pessoas buscaram atendimento médico por problemas respiratórios.

Os dados do Inpe mostram 5.365 focos de incêndio no Amazonas entre 1º de setembro e 14 de outubro, alta de 195% na comparação com igual intervalo de 2025. Em 10 de outubro, o governo estadual decretou emergência em 36 dos 62 municípios, e o governo federal reconheceu a medida no mesmo dia.

Foto: Divulgação/Amazonastur

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/21/turismo-no-amazonas-cai-15percent-em-agosto-guias-relatam-impacto-da-fumaca-nos-passeios.ghtml

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