Ministro diz que incêndios no AM são criminosos e anuncia investigação

Força-tarefa já abriu 120 termos circunstanciados; governo investiga se há organização por trás dos focos e promete punição.

Força-tarefa já abriu 120 termos circunstanciados; governo investiga se há organização por trás dos focos e promete punição.
Compartilhe esta notícia

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quarta-feira (14), em Manaus, que os incêndios que atingem o Amazonas começaram por ação humana. Segundo ele, o governo vai apurar se existe uma organização por trás dos focos. As equipes da força-tarefa já formalizaram 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência para investigar possíveis crimes.

Participam das apurações as polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas, junto a outras forças de segurança. Conforme o ministro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também atua para checar se o estado repete o cenário do “Dia do Fogo”, em 2024, quando São Paulo e o Pará somaram mais de dois mil incêndios ao mesmo tempo.

Combate e reforço

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informou que 292 incêndios já foram extintos no estado desde o começo da temporada, mas oito continuam ativos. Para as operações, a União colocou à disposição 11 aeronaves, das quais seis fazem combate direto ao fogo, com lançamentos rápidos de água.

A estrutura inclui um avião KC-390, que despeja grandes volumes de água; três helicópteros, usados no lançamento de água e no transporte de brigadistas e equipamentos em locais de acesso difícil; e uma aeronave Caravan, para apoio logístico. Atuam em campo 290 brigadistas, e outros 40 federais estão a caminho para ampliar as equipes.

Efeitos na capital e punição

A fumaça dos incêndios levou cidades amazonenses a interromper atividades. Em Manaus, por causa da qualidade do ar, as aulas presenciais foram suspensas na rede municipal, em unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e no campus Manaus Zona Leste do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

Capobianco disse que os incêndios diminuíram de forma perceptível, mas que ainda não é momento de comemorar, e afirmou que a qualidade do ar pode melhorar nos próximos dias, a depender dos ventos. Quem provoca incêndio florestal está sujeito a multa administrativa de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare ou fração, conforme o enquadramento da infração, além de embargo da área, apreensão de equipamentos e responsabilização criminal, que pode levar à prisão.

No domingo (11), Capobianco e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, fizeram sobrevoo no estado e localizaram fogo em áreas florestais de acesso difícil.

Foto: Ibama/Divulgação

Fontes: Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-10/governo-investiga-se-ha-organizacao-por-tras-dos-incendios-no-amazonas

Compartilhe esta notícia