O Escritório Nacional de Estatística e Informação (ONEI) de Cuba divulgou em 20 de outubro um relatório segundo o qual a ilha terminou 2025 com 9.434.593 moradores. Desse total, 26,7% tinham 60 anos ou mais, a maior fatia de idosos entre os países latino-americanos.
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registra 16,6% da população nessa faixa etária. A média da América Latina em 2024 ficou em torno de 13,4%, conforme o material da DW. O México aparece com 12,2%, e a Colômbia, com 12,6%.
O que os números cubanos mostram
Dentro do território cubano, Villa Clara, na região central, concentra a maior proporção de pessoas com 60 anos ou mais: 30,2%. Havana vem em seguida, com 29,1%. Na outra ponta, Guantánamo registra 23,3%, enquanto Santiago de Cuba e Artemisa marcam 24,2% cada uma.
Havana reúne 1.673.208 habitantes, sendo 789.491 homens e 883.717 mulheres. As mulheres são maioria em todas as faixas etárias, com diferença mais acentuada entre os idosos. Na capital, quem tem 60 anos ou mais soma 486.650 pessoas, quase um terço do total, contra apenas 251.527 crianças de até 14 anos.
O contingente populacional da ilha chegou ao máximo em 2016, com 11.239.224 pessoas. No encerramento de 2024, eram 9.748.007. Conforme a ONEI, o país perdeu aproximadamente 1,4 milhão de moradores entre 2020 e 2024. Nesse intervalo, os nascimentos não alcançaram 100 mil, e a fecundidade ficou em 1,29 filho por mulher — patamar nunca antes registrado na história cubana.
Dado medido e projeção
O relatório da ONEI descreve o quadro já contabilizado ao fim de 2025. A previsão de que Cuba atinja 36% de envelhecimento populacional em 2040, por sua vez, vem de uma projeção demográfica apresentada por especialistas da ONEI no início de setembro do ano passado, e não de um resultado medido. O mesmo estudo estima que, em cerca de quinze anos, a população cubana caia para aproximadamente 8,38 milhões de habitantes.
O documento afirma que, diante do envelhecimento progressivo, Cuba precisa reorientar seu modelo econômico para a sustentabilidade demográfica, com promoção de emprego inclusivo, inovação tecnológica e políticas que integrem os idosos à economia.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/cuba-lidera-envelhecimento-na-américa-latina/a-79721150?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf




