O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) pediu ao governo federal o envio de quatro aeronaves para atuar no combate aos incêndios em florestas do estado, mas recebeu resposta negativa. A informação foi dada pelo comandante-geral da corporação, coronel Orleilso Muniz, em entrevista ao Jornal do Amazonas 1ª Edição, da Rede Amazônica, em 9 de outubro.
Conforme o comandante, a solicitação foi encaminhada em setembro e teve como retorno a negativa. Diante disso, ele reafirmou o pedido de ajuda da União para reforçar a atuação nos focos, sobretudo nos pontos de acesso complicado. O comandante defendeu que o estado e o governo federal atuem juntos no enfrentamento aos incêndios.
Pedido de apoio aéreo
De acordo com Muniz, as aeronaves são necessárias para alcançar pontos onde o avanço por terra encontra obstáculos. Em algumas localidades, segundo ele, as equipes caminham por longos trechos até atingir as áreas em chamas.
Para o comandante, o envio dos equipamentos tornaria as operações mais rápidas e permitiria que os bombeiros chegassem a mais pontos atingidos pelo fogo. “Certamente, toda ajuda, principalmente através de aeronaves, seria e é muito importante nesse momento”, declarou.
Muniz também afirmou que o retorno federal já havia sido negativo. “Reforço e apelo, mais uma vez, que o Estado do Amazonas precisa somar esforços com o governo federal para fazer um enfrentamento qualificado”, disse.
Segundo ele, a corporação já havia feito um pedido de apoio federal em 2024, quando o Amazonas passou por situação parecida, e a solicitação também não foi atendida naquele momento.
Aeronave contratada pelo estado
Depois da recusa ao pedido das quatro aeronaves, o Governo do Amazonas contratou um equipamento aéreo para ajudar no combate ao fogo. Segundo Muniz, o aparelho começou a operar em 8 de outubro na área do Distrito Industrial, em Manaus. Ele também foi enviado a Iranduba, na Região Metropolitana da capital, para atender focos de incêndio.
O equipamento é empregado onde as equipes encontram obstáculos para chegar por via terrestre. Paralelamente, os militares seguem trabalhando no combate direto às chamas nas áreas afetadas.
Muniz destacou que, nos últimos anos, a corporação ampliou sua estrutura. Conforme o comandante, os quartéis, que antes existiam em 11 municípios, hoje estão presentes em mais de 25, e a corporação recebeu viaturas novas. Mesmo com o reforço, chegar a áreas distantes permanece entre os principais obstáculos enfrentados pelos bombeiros nas ocorrências de incêndios florestais.
Segundo o Imediato Online, até o fechamento daquela reportagem o Governo Federal não havia se manifestado sobre os motivos da recusa ao pedido do CBMAM. O espaço segue aberto para manifestação.
Foto: Reprodução/Imediato Online
Fontes: Imediato Online — https://imediato.ncnews.com.br/2026/10/09/comandante-dos-bombeiros-diz-que-governo-federal-negou-aeronaves-para-combater-queimadas-na-amazonia/




