O segundo turno das eleições deste domingo (25) teve prorrogação da votação e suspensão da contagem dos votos no fim da tarde, segundo a DW Brasil. A sequência de pedidos de campanhas, decisões judiciais e ofícios do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi divulgada pela emissora alemã, que atribui o cenário a denúncias sobre falhas no transporte público e a temporais na região Sul.
Conforme a DW, a contagem foi suspensa às 17h06, quando haviam sido apuradas 1.225 das 499.248 seções e computados 335.743 votos válidos. A apuração foi retomada às 19h, no horário de Brasília.
A sequência de pedidos e decisões
Ao longo do dia, surgiram denúncias de ônibus retirados de circulação em cidades como Salvador e São Paulo. Diante disso, a coligação do PT pediu ao TSE, no meio da tarde, a extensão da votação em dez estados, a maior parte no Nordeste e no Norte. Na Bahia, o Tribunal Regional Eleitoral pediu a prisão do secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, por causa da falta de transporte, e o Procon estadual identificou 544 ônibus parados nas garagens da capital, segundo a DW.
Mais tarde, a campanha do senador Flávio Bolsonaro também recorreu ao TSE para pedir prorrogação de duas horas, citando chuvas que atingiram municípios de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. A DW registra que os objetos e as regiões incluídas nas petições de cada candidato à Presidência foram distintos.
Com a demora do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez pedido similar ao Supremo Tribunal Federal (STF). A petição foi encaminhada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, ao ministro Cristiano Zanin. O caso chegou ao STF às 16h23, conforme a DW.
O que a prorrogação alcançou
Zanin considerou graves os relatos de falta de transporte e estendeu a votação por duas horas em todo o país. A DW informa que, quando a notícia chegou às seções, muitas urnas já haviam sido fechadas, o que impedia o cumprimento da ordem. Cerca de uma hora depois, o ministro esclareceu que a decisão valeria apenas nos locais onde as urnas ainda não haviam sido lacradas. Na sequência, Nunes Marques emitiu ofício aos TREs determinando a execução da prorrogação somente para as urnas ainda abertas.
A distinção é central para entender o alcance da medida: a extensão do horário não reabriu seções encerradas. Como o Politiza Amazonas informou, em Manaus seis urnas da Escola Estadual Santana foram lacradas e recolhidas ao TRE-AM por volta das 17h30, e as seções não foram reabertas por falta de orientação formal do órgão eleitoral. Na ocasião, cerca de 2,2 mil eleitores estavam aptos a votar no local.
O material recebido não informa quantas seções em todo o país chegaram a funcionar no horário estendido nem o total de eleitores alcançados pela prorrogação.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/a-cronologia-que-levou-à-prorrogação-da-votação-no-segundo-turno/a-79758200?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf





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