O estado do Amapá passou a ocupar posição relevante na rota de exportação de cocaína da Amazônia brasileira para a Europa, segundo relatório do Observatório de Economias Ilícitas na Bacia Amazônica, da Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC), publicado em setembro. A informação foi divulgada em reportagem da DW Brasil em 4 de novembro.
De acordo com o estudo, o aumento da fiscalização nos portos de Belém levou grupos criminosos a procurar alternativas logísticas. Nesse cenário, Macapá e Santana, na foz do Amazonas, ganharam importância para o escoamento da droga produzida na Colômbia, no Peru e na Bolívia.
Por que o Amapá
O diretor do observatório, Gabriel Funari, afirmou à DW que o Amapá se tornou um polo interessante por ao menos dois motivos: a existência de um porto internacional em Santana, na região metropolitana de Macapá, e o grande movimento de navios na foz do Amazonas. Segundo ele, a região facilita o acoplamento da cocaína em grandes navios e contêineres.
Funari relaciona o avanço do crime organizado na Amazônia, nos últimos 15 anos, ao aumento da demanda por cocaína no mercado europeu. Ele descreve a região como porta de entrada do Comando Vermelho para outros países. O texto de origem não detalha como o relatório mede esse avanço nem apresenta números de apreensões ou volumes escoados.
Cooperação e limites
O relatório e o especialista apontam que o enfrentamento do tráfico ultrapassa as fronteiras nacionais e depende de compartilhamento de inteligência e operações conjuntas. Funari afirma que existem programas da União Europeia com esse objetivo, mas que promotores, procuradores e policiais relatam pouca cooperação internacional no dia a dia operacional.
Na fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa, um acordo de cooperação entre Brasil e França é citado como possível modelo. A parceria prevê troca de dados e operações coordenadas, especialmente contra o garimpo ilegal. Segundo Funari, já ocorrem ações simultâneas das polícias francesa e brasileira nos dois lados do rio Oiapoque, e esse formato poderia ser aplicado ao combate à cocaína.
O material recebido não informa prazos, metas ou resultados mensuráveis desse acordo. Também não indica quais programas europeus estão em vigor nem o volume de recursos envolvido.
Funari destaca ainda que os lucros do mercado de cocaína não permanecem na região, mas os impactos ficam, entre eles a violência e a perda de controle de territórios por comunidades locais. O texto de origem não traz dados sobre ocorrências policiais ou áreas afetadas.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/amapá-assume-papel-relevante-na-rota-do-tráfico-internacional/a-79856004?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf





Deixe um comentário