O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (6) que Stephen Miller, até então vice-chefe de gabinete e um dos formuladores da rígida política de imigração do governo, será seu novo chefe de gabinete. A nomeação foi divulgada pela DW Brasil.
Miller substitui Susie Wiles, que ocupava o posto desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro de 2025. Conforme a DW, Trump classificou Miller como “um dos meus conselheiros mais confiáveis” e disse que Wiles teve desempenho excepcional, passando agora a outro posto na estrutura política do presidente.
O que muda no cargo
O chefe de gabinete é a peça central do funcionamento da Casa Branca: controla a agenda e o acesso ao presidente. Com a mudança, Miller passa a ser o principal assessor de Trump. Ele tem 41 anos, integra a equipe desde a campanha presidencial de 2016, quando atuou como redator de discursos, e é responsável sobretudo pelas políticas e pela retórica do governo sobre imigração.
A troca ocorre após o Partido Republicano perder o controle da Câmara dos Representantes e do Senado em uma derrota expressiva nas eleições de meio de mandato. Segundo a DW, a nomeação indica que Trump caminha para o embate com os democratas, que já sinalizaram investigações sobre o governo, entre elas uma que alcança o próprio Miller.
Reações democratas
O congressista democrata de Nova York Hakeem Jeffries, que poderá se tornar o próximo presidente da Câmara, publicou nas redes sociais que Miller é “um xenófobo perigoso e um extremista irresponsável que tem sangue americano nas mãos”. A declaração, conforme a DW, remete às mortes de cidadãos americanos ocorridas em protestos contra ações do ICE.
O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, afirmou que Trump “não aprendeu nada” com a derrota eleitoral e chamou Miller de arquiteto das políticas mais bárbaras e desumanas do governo. Schumer, que deverá se tornar líder da maioria no Senado em janeiro, disse que as maiorias democratas enfrentarão o governo em cada passo.
O congressista Robert Garcia, da Califórnia, que deverá assumir a presidência da Comissão de Supervisão da Câmara, sinalizou que Miller será investigado pelo Congresso. Ele declarou que Miller é o arquiteto das operações do ICE que resultaram em mortes e que é melhor que contrate um advogado.
O material recebido não informa se Miller se manifestou publicamente sobre as críticas dos democratas. O espaço segue aberto para manifestação.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/trump-escolhe-linha-dura-stephen-miller-como-novo-chefe-de-gabinete/a-79884208?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf





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