Sind-UEA relata ataques a professores em Tefé e Tabatinga e publica guia jurídico

Sindicato diz que docentes sofreram ofensas e ameaças após o segundo turno e orienta professores sobre vias administrativa, penal e cível.

Sindicato diz que docentes sofreram ofensas e ameaças após o segundo turno e orienta professores sobre vias administrativa, penal e cível.
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O Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Amazonas (Sind-UEA) relatou ataques a professores nas unidades da universidade em Tefé e Tabatinga no período pós-eleitoral de outubro de 2026. As duas cidades ficam, respectivamente, a cerca de 523 quilômetros e 1.108 quilômetros de Manaus.

Conforme o sindicato, os docentes passaram por perseguições, xingamentos, intimidações e situações de exposição vexatória, todas ligadas a posições político-ideológicas contrárias ao resultado das eleições, com estudantes como principais autores. Em Tefé, uma estudante do curso de Pedagogia teria feito publicações de ataque em status do WhatsApp e, em seguida, ofendido uma professora dentro da sala de aula.

Numa segunda ocorrência, um docente recebeu intimidações por meio de um grupo de mensagens, no qual teria circulado uma “lista de professores comunistas” da instituição. Como seu nome aparecia nas mensagens, ele registrou Boletim de Ocorrência e pediu apoio do sindicato.

O que o guia orienta

Em 28 de outubro, o Sind-UEA publicou o informativo “Proteção do Docente Contra Ataques Político-Ideológicos”, com orientações da assessoria jurídica. O documento distingue três vias independentes e cumulativas de resposta: a administrativa, a penal e a cível.

Na esfera penal, condutas de alunos podem ser enquadradas como injúria, difamação, calúnia, desacato, ameaça, perseguição e até coação eleitoral. O informativo destaca que o docente efetivo da UEA é considerado funcionário público para fins penais, o que agrava a pena de ofensas proferidas em razão de suas funções.

No âmbito interno da universidade, as punições aos alunos agressores vão desde advertência formal até afastamento de 30 dias e desligamento do corpo discente, conforme a gravidade do ato, como em casos de ameaças ou violência.

A orientação aos professores é não revidar verbalmente no momento do ataque e preservar provas, como capturas de tela do WhatsApp com URL, perfil, data e hora, além de áudios. O documento também indica a formalização imediata de denúncia escrita dirigida ao reitor da universidade.

A assessoria jurídica do sindicato informa que acompanha os procedimentos nas três vias e pode acionar a Justiça para responsabilização civil e criminal. A Diretoria do Sind-UEA cobra a formalização imediata da Comissão de Enfrentamento ao Assédio e às demais Opressões na UEA e a construção de um protocolo institucional com acolhimento, registro, encaminhamento e acompanhamento das denúncias, com confidencialidade e proteção contra retaliações.

O material recebido não informa se a UEA foi procurada ou se manifestou sobre os casos. O espaço segue aberto para manifestação.

Foto: Reprodução/Portal CM7

Fontes: Portal CM7 — https://www.cm7brasil.com/amazonas/estudantes-sao-apontados-como-responsaveis-por-ataques-politicos-contra-professores-da-uea/

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