A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) divulgou em outubro de 2026 uma nota pública em que classifica como emergência humanitária e de saúde pública a situação de comunidades quilombolas, povos indígenas e da população do Amazonas diante da estiagem severa e das queimadas. A entidade afirma que a fumaça tem provocado problemas respiratórios e aumento da procura por atendimento em unidades de saúde, com efeitos sobre crianças, idosos e famílias inteiras.
Segundo a CONAQ, comunidades tradicionais de Barreirinha, na bacia do Rio Andirá — como Santa Tereza do Matupiri, São Pedro, Ituquara, Boa Fé, Trindade e Santa Fé — convivem com o fogo que avança sobre a vegetação seca e com a fumaça que fica represada sobre os leitos dos rios. A nota cita ainda o Quilombo Sagrado Coração de Jesus do Lago de Serpa, em Itacoatiara, o Quilombo do Barranco de São Benedito, em Manaus, e núcleos de Parintins e ramais de Rio Preto da Eva.
O que a entidade reivindica
A CONAQ pede aos governos municipal, estadual e federal reforço no atendimento emergencial de saúde, intensificação da fiscalização e punição dos responsáveis por queimadas criminosas. Também reivindica celeridade na titulação definitiva dos territórios quilombolas e defende a demarcação de terras indígenas como medida de proteção ambiental e territorial. A entidade sustenta que a falta de regularização fundiária abre espaço para grilagem, crime ambiental e fogo.
Na nota, a coordenação diz reconhecer o peso das ações emergenciais e do trabalho das forças federais, tanto por terra quanto pelo ar, assim como a importância de uma resposta articulada na saúde. Ainda assim, afirma que essas frentes não bastam para cumprir o que considera o dever inegociável de preservar vidas. O documento é assinado com data de outubro de 2026, em Brasília (DF) e Manaus (AM).
Como se proteger da fumaça
A publicação do Portal Amazônia remete a uma orientação do UNICEF sobre como proteger crianças e adolescentes da fumaça no Amazonas, mas o material recebido não detalha o conteúdo dessas recomendações. O texto também não informa quais unidades de saúde registraram aumento de atendimentos, quantos casos foram contabilizados nem prazos para as respostas dos governos às reivindicações da CONAQ.
A nota não apresenta dados sobre a extensão das áreas atingidas pelo fogo em cada município citado, nem sobre o número de famílias afetadas. O material recebido também não informa se os governos municipal, estadual ou federal se manifestaram sobre os pedidos da entidade. O espaço segue aberto para manifestação.
Foto: Reprodução/Rede Amazônica AM
Fontes: Portal Amazônia — https://portalamazonia.com/meio-ambiente/conaq-racismo-queimadas-amazonas/





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