Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas na próxima terça-feira, 3 de novembro, para escolher os representantes do Congresso americano. As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, podem alterar o equilíbrio de forças na Câmara dos Representantes e no Senado, hoje controlados por aliados conservadores do Partido Republicano do presidente Donald Trump, segundo a DW Brasil.
O pleito ocorre dias depois de Trump sofrer revezes em disputas políticas no Brasil, na Sérvia e em Israel, onde candidatos e coalizões que apoiava foram derrotados ou perderam força. A DW relata que esses desfechos não antecipam o que acontecerá nas midterms, mas representam más notícias para o presidente americano.
Os três revezes
No Brasil, o candidato favorito da Casa Branca, Flávio Bolsonaro (PL), perdeu por uma diferença de 4,4 milhões de votos e, na sequência, viajou para os Estados Unidos. Segundo a DW, ele responde a investigação por suspeita de lavagem de dinheiro e outros delitos. O Departamento de Estado americano concedeu vistos a Flávio Bolsonaro e sua família.
Na Sérvia, os eleitores deram vitória à esquerda e retiraram do poder o presidente Aleksandar Vucic, aliado de Trump na Europa. Vucic governava o país desde 2017 e pretendia assumir o cargo de primeiro-ministro. A Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), ligada ao movimento trumpista Maga, havia anunciado um encontro em Belgrado em novembro, com Vucic entre os principais palestrantes; não está claro se os planos serão mantidos.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu viu sua bancada aliada no Parlamento encolher para 53 assentos, oito a menos que o necessário para governar. A coalizão foi a mais votada, mas precisará do apoio de partidos de oposição caso queira continuar no comando. O grupo liderado pelo rival Gadi Eisenkot elegeu 48 deputados, e a ala de partidos árabes, crítica à guerra em Gaza, conquistou 19 cadeiras, quatro a mais que em 2022.
O que os resultados não indicam
A DW destaca que as derrotas no exterior não antecipam o resultado das midterms. O especialista Lawrence J. Haas, do centro de estudos American Foreign Policy Council, afirma que os americanos votarão com base em temas que os afetam diretamente e na opinião que têm sobre o partido atualmente no poder.
Haas também aponta que Trump registra a aprovação mais baixa de um presidente às vésperas de uma eleição de meio de mandato desde Harry Truman, em 1946. Segundo ele, os eleitores estão preocupados com o custo de vida e rejeitam a guerra dos Estados Unidos contra o Irã.
As midterms renovam a Câmara e parte do Senado, mas não escolhem o presidente. Como o Politiza Amazonas já informou, os democratas precisam de quatro assentos para virar a Câmara. A votação funciona como um referendo sobre o ocupante da Casa Branca e seu partido.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/trump-vê-aliados-internacionais-caírem-antes-de-eleição-decisiva-nos-eua/a-79807892?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf





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