Em encontro realizado nesta segunda-feira, 12 de outubro, no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), em Adrianópolis, bairro da zona Centro-Sul, a Prefeitura de Manaus levou propostas para ampliar a assistência à saúde no período de queimadas e estiagem. Participaram da reunião representantes da Força Nacional do SUS e do Sistema Único de Saúde (SUS).
A reunião também teve o anúncio de que a capital amazonense passará a contar, a partir de 20 de outubro, com um ponto fixo da Força Nacional do SUS. Segundo o superintendente do Ministério da Saúde no Amazonas, Henrique Medeiros, o ponto funcionará no prédio da Superintendência do Ministério da Saúde, na região Centro-Sul, e atenderá demandas do Amazonas e de Roraima.
Sobre os efeitos da fumaça das queimadas, o secretário municipal de Saúde, Nagib Salém, disse que a rede municipal ainda não registra crescimento expressivo na procura por atendimento. Conforme Salém, a prefeitura pediu ao Ministério da Saúde autorização para voltar com a nebulização em aproximadamente 76 unidades, e aguarda a liberação. Ele afirmou que o serviço é importante na Atenção Primária para dar suporte a quem tem problemas respiratórios.
Comunidades isoladas
A estiagem esteve entre os temas do encontro. Segundo a prefeitura, 14 comunidades estão isoladas no momento, cenário que atrapalha a chegada das equipes e o envio de insumos usados nos atendimentos. Para lidar com isso, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) propôs ampliar a infraestrutura das equipes, com a compra de quadriciclos — veículos que ajudam a chegar a pontos onde o caminho precisa ser feito a pé, porque o nível dos rios caiu.
Nagib Salém explicou que a Guarda Municipal de Manaus já cede quadriciclos ao trabalho, mas esse suporte precisa ser maior. Em certos casos, segundo ele, a equipe vai de barco até um trecho do trajeto e depois caminha, transportando os itens de atendimento.
Vacinação contra o sarampo
A imunização também foi debatida. Diante de registros de sarampo confirmados em cidades amazonenses perto da divisa com o Peru, a Semsa reforçou a necessidade de manter a população protegida e de elevar a cobertura, sobretudo na segunda dose.
De acordo com o secretário, a cobertura está em 98% na primeira dose e em 84% na segunda, e a meta é subir mais. Ele afirmou que a vacinação segue como principal meio de prevenção de uma doença grave e que a pasta trabalha em estratégias para alcançar quem não completou o esquema. Uma das propostas é usar estruturas móveis de imunização, que aproximem a vacina de pontos estratégicos e do público.
Henrique Medeiros declarou que a Força Nacional passa a atuar de maneira definitiva na cidade e que a comunicação ficará mais fácil, com trabalho feito de perto, considerando uma região onde as longas distâncias e a dificuldade de chegar aos locais pedem planejamento próprio.
O representante da Força Nacional do SUS, Ronan Benecase, disse que a equipe está de prontidão para apoiar essas áreas e conhecer as especificidades do Norte. Conforme ele, a atuação da Força Nacional ocorre sobretudo em emergências de saúde pública, momentos em que a capacidade de resposta do local precisa ser ampliada; com a regional em Manaus, disse, o contato será mais direto e o trabalho, mais próximo das equipes.
Segundo a prefeitura, a união de esforços das equipes do município e do governo federal tem o objetivo de melhorar a resposta da rede e alcançar quem vive em áreas rurais e em locais de acesso complicado.
Foto: João Viana/Semcom
Fontes: Prefeitura de Manaus — https://www.manaus.am.gov.br/noticia/atencao-primaria/assistencia-a-saude/



