Omar Aziz: metas de habitação, esgoto e regularização fundiária para 2027-2030

Governador eleito promete 40 mil moradias em quatro anos, elevar esgoto em Manaus de 24,3% para 60% e regularizar 200 mil imóveis em dez anos.

Governador eleito promete 40 mil moradias em quatro anos, elevar esgoto em Manaus de 24,3% para 60% e regularizar 200 mil imóveis em dez anos.
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O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), reuniu no plano de governo e em falas de campanha um conjunto de metas para o mandato de 2027 a 2030. Entre os compromissos estão a construção de 40 mil moradias em quatro anos, a regularização de 200 mil imóveis urbanos e rurais em dez anos e a ampliação da coleta de esgoto na capital e no interior.

Aziz venceu o segundo turno em 25 de outubro, com 61,42% dos votos válidos, segundo o g1 Amazonas. A posse está prevista para 1º de janeiro de 2027, como o Politiza Amazonas já registrou na cobertura da vitória no segundo turno.

Habitação, igarapés e esgoto

Na habitação, a meta é entregar 40 mil unidades ao longo do mandato, o que corresponde a 10 mil por ano, para enfrentar o déficit habitacional do estado. A regularização fundiária é tratada como prioridade: 200 mil imóveis urbanos e rurais em dez anos, com foco em áreas de ocupação precária, comunidades tradicionais e bairros já consolidados que ainda carecem de título de propriedade.

Para igarapés e várzeas, o plano prevê requalificar áreas críticas em Manaus e em municípios do interior, com objetivo de atender ao menos 50 mil famílias em dez anos. As obras devem combinar drenagem, saneamento, vias, áreas verdes e habitação. Na capital, a proposta lista 30 projetos de urbanização integrada em bairros precários, com regularização fundiária, saneamento e melhorias nas casas.

O Prosamim+ aparece com duas frentes: terminar a terceira fase, que inclui o reassentamento de 2,4 mil famílias já previstas em contratos, e abrir conversas para uma quarta etapa, direcionada a igarapés ainda sem urbanização e à recuperação ambiental de parques lineares.

O programa Águas Limpas, em parceria com órgãos estaduais, concessionárias e o governo federal, tem como meta elevar a cobertura de coleta de esgoto em Manaus de 24,3% para 60% e, no interior, de 8,9% para 30% ao longo de dez anos, incluindo conjuntos habitacionais novos e existentes. A diferença entre os dois índices de partida indica que o esforço de expansão previsto para o interior é proporcionalmente maior que o da capital, embora o texto não detalhe como as metas serão distribuídas entre municípios.

No interior, a proposta prevê urbanização de áreas precárias em municípios como Itacoatiara, Parintins, Manacapuru, Tefé, Tabatinga, Humaitá e Coari, com recursos de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O programa integraria drenagem, saneamento, vias públicas, áreas verdes e habitação.

Para as estradas vicinais, Aziz defende pavimentação em concreto em vez de asfalto. O argumento é que o solo varia entre as localidades e pode reduzir a durabilidade do asfalto; por isso, as vias que ligam municípios ou comunidades e servem ao transporte de mercadorias receberiam concreto, material considerado mais resistente.

Economia, Zona Franca e qualificação

Na produção rural, o plano prevê dobrar até 2030 a produção de frutas no Amazonas, aproveitando o mercado interno e as compras institucionais, como as de programas de aquisição de alimentos e de alimentação escolar. Para a pesca, a meta é dobrar até 2030 a oferta de proteína animal destinada aos mercados local e nacional, com redução de entraves burocráticos no licenciamento, na regularização fundiária e no acesso a financiamento.

Na floresta, a proposta é ampliar a produção madeireira por meio de manejo florestal sustentável, concessões de áreas para exploração e industrialização de produtos florestais. Para comunidades tradicionais, o plano prevê fortalecer a participação na exploração sustentável de recursos, com articulação entre órgãos estaduais, universidades, associações e cooperativas, incluindo metas de renda, inclusão produtiva e segurança alimentar.

Na mineração, Aziz propõe regularizar a atividade com critérios ambientais para reduzir impactos sobre os rios e estudar substitutos para o mercúrio empregado na separação de ouro e de outros minerais, mencionando o uso de uma planta chamada pau-de-balsa.

Diante da reforma tributária, o governador eleito defende preservar a competitividade da Zona Franca de Manaus e atrair novas indústrias. Ele leva em conta o regime tributário diferenciado previsto no novo modelo e pretende ampliar emprego e renda. Para o interior, a proposta é integrar os municípios às atividades industriais, reduzir desigualdades regionais e distribuir oportunidades econômicas além da capital.

Em emprego e qualificação, as propostas incluem estágios com remuneração e duração de seis meses, voltados a jovens maiores de 18 anos com ensino médio completo, cursos de inteligência artificial no Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e ampliação de programas de capacitação de trabalhadores da indústria, da educação e de empreendedores.

Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/eleicoes/2026/noticia/2026/10/26/o-que-omar-aziz-promete-para-o-amazonas-veja-principais-propostas-do-governador-eleito.ghtml; Politiza Amazonas — Omar Aziz vence segundo turno e volta ao governo do Amazonas em 2027

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