Mulheres são 28,4% do Congresso dos EUA às vésperas das midterms

Com 152 congressistas e 14 governadoras, mulheres têm recorde histórico, mas seguem sub-representadas; pleito de 3 de novembro pode eleger pioneiras.

Com 152 congressistas e 14 governadoras, mulheres têm recorde histórico, mas seguem sub-representadas; pleito de 3 de novembro pode eleger pioneiras.
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As mulheres representam cerca de 51% da população dos Estados Unidos, mas ocupam apenas 28,4% das cadeiras do Congresso, segundo a DW Brasil. Ainda assim, o número é o mais alto da história do país: ao todo, 152 mulheres estão na Câmara dos Representantes e no Senado. Entre os governadores dos 50 estados, 14 são mulheres, o equivalente a 28%, também um recorde.

Nesta terça-feira, 3 de novembro, as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, decidem se esse contingente vai aumentar ou diminuir. Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado. Em 36 estados, os eleitores também escolhem governador, conforme a DW.

O peso do recorde atual

Os 28,4% e as 152 congressistas descrevem a composição atual do Congresso, não o resultado do pleito de 3 de novembro. O mesmo vale para as 14 governadoras: é um retrato do presente, e a eleição pode alterar esses números. A distinção importa porque os recordes citados foram alcançados antes da votação e não antecipam quantas mulheres serão eleitas agora.

Na Câmara, das 435 cadeiras, 125 são ocupadas por mulheres: 95 democratas e 30 republicanas. No Senado, elas são 27% dos integrantes, com 16 democratas e 11 republicanas. A distribuição desigual entre partidos é apontada pela pesquisadora Kelly Dittmar, diretora de pesquisa do Center for American Women and Politics (CAWP), da Universidade Rutgers, como ligada ao apoio estruturado a candidatas: entre os republicanos, segundo ela, há menos suporte específico e menor pressão do eleitorado para recrutar mulheres.

Pioneirismos em disputa

A DW relata que a democrata Peggy Flanagan pode se tornar a primeira mulher indígena eleita para o Senado se vencer em Minnesota. Ela é do povo ojíbua, também chamado de chippewa, e atualmente é vice-governadora do estado. As pesquisas mais recentes indicam cenário favorável a Flanagan, com ligeira vantagem sobre a republicana Michele Tafoya.

Minnesota e Geórgia podem eleger, pela primeira vez na história dos EUA, mulheres negras para o governo estadual. Em Minnesota, a democrata Amy Klobuchar disputa a sucessão de Tim Walz contra a republicana Lisa DeMuth. Na Geórgia, a democrata Keisha Lance Bottoms concorre ao cargo. Dittmar avalia que DeMuth dificilmente vence em Minnesota, estado de inclinação democrata, enquanto a disputa na Geórgia é acirrada e Bottoms tem chance de vitória.

Como o Politiza Amazonas informou, as midterms renovam toda a Câmara, 35 cadeiras do Senado e 36 governos estaduais, e os democratas precisam de quatro assentos para virar a Câmara. A eleição ocorre a cada quatro anos, no meio do intervalo entre duas eleições presidenciais.

Foto: Reprodução/DW Brasil

Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/midterms-podem-trazer-vitórias-históricas-para-mulheres-nos-eua/a-79837957?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf; Politiza Amazonas — Midterms nos EUA: o que está em jogo no Congresso e nos estados

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