Os Estados Unidos realizam na próxima terça-feira as eleições de meio de mandato, as midterms, que não escolhem o presidente, mas renovam o Congresso e parte dos governos estaduais. Segundo a DW Brasil, os eleitores decidem os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado, além de escolherem governadores em 36 estados.
O pleito ocorre a cada quatro anos, no meio do intervalo entre duas eleições presidenciais. A DW relata que a aprovação do presidente Donald Trump está em nível historicamente baixo e que, por isso, a votação tende a funcionar como um referendo sobre o ocupante da Casa Branca e seu partido.
Como funcionam as duas casas
Todos os 435 deputados da Câmara são eleitos para mandatos de dois anos, um por distrito definido conforme a densidade populacional. Por isso, estados extensos e pouco povoados, como Wyoming, têm apenas uma cadeira, enquanto Nova Jersey, menor em área e mais populoso, conta com 12. No Senado, cada um dos 50 estados tem duas cadeiras, independentemente do tamanho, e o mandato dura seis anos; a renovação é parcial a cada dois anos.
Atualmente, os republicanos têm maioria nas duas casas, mas com vantagem pequena. Na Câmara, são 218 republicanos, 214 democratas e um independente que costuma votar com os republicanos, com duas cadeiras vagas. No Senado, são 53 republicanos, 45 democratas e dois independentes que geralmente votam com os democratas. Em caso de empate de 50 a 50, o voto de desempate cabe ao vice-presidente JD Vance.
O que a maioria muda na prática
Apesar dos amplos poderes do presidente, muitas medidas precisam passar pelo Congresso para entrar em vigor. A DW explica que, com as duas casas sob controle republicano, fica mais fácil para Trump implementar sua agenda; se os democratas conquistarem maioria em uma ou nas duas câmaras, mudanças na política interna e externa ficam mais difíceis.
Para assumir a Câmara, os democratas precisam de apenas quatro assentos adicionais e chegar a 218 cadeiras. Entre os 435 distritos, poucos ainda são considerados totalmente indefinidos, entre eles unidades em Iowa, Virgínia e Montana. No Senado, a meta democrata é conquistar quatro cadeiras, e a disputa no Texas é apontada como um dos focos: pesquisas recentes mostram empate entre o democrata James Talarico e o republicano Ken Paxton, em um estado onde nenhum democrata venceu eleição estadual de âmbito federal desde 1994.
Nas disputas por governos estaduais, a DW destaca que uma mulher negra pode assumir pela primeira vez o comando de um estado. Em Minnesota, a democrata Amy Klobuchar enfrenta a republicana negra Lisa DeMuth, em um estado que tende a votar nos democratas. Na Geórgia, a democrata negra Keisha Lance Bottoms concorre contra o republicano Rick Jackson, em disputa considerada acirrada pelas pesquisas mais recentes.
O analista eleitoral J. Miles Coleman, do Center for Politics da Universidade da Virgínia, disse à emissora americana CBS no fim de outubro que seria uma surpresa se os democratas não conquistassem ao menos a Câmara. A DW ressalva que a participação eleitoral nas midterms costuma ser menor do que nas eleições presidenciais, mas o resultado tem influência decisiva sobre a política americana dos anos seguintes.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/midterms-as-eleições-decisivas-que-moldam-a-política-dos-eua/a-79787612?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf





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