A qualidade do ar foi classificada como “péssima” em Manaus e em outros cinco municípios da Região Metropolitana na manhã deste domingo (11), conforme dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A capital amanheceu sob fumaça de incêndios florestais pelo quarto dia seguido.
Na capital, 13 dos 15 sensores do sistema apontavam índices de poluição do ar acima de 140 µg/m³. No Coroado, Zona Leste, a concentração de partículas suspensas alcançou 227,8 µg/m³ às 8h. Já em Petrópolis, na Zona Sul, o Selva marcava 211,7 µg/m³.
No Tarumã, Zona Oeste, a qualidade do ar ficou na categoria “muito ruim”, com 91,4 µg/m³ — a única área da capital nesse patamar, segundo o sistema.
Região Metropolitana
Na Região Metropolitana, o pior índice foi registrado no Careiro, onde a concentração de partículas alcançou 301,2 µg/m³ às 8h20. No mesmo horário, Borba aparecia com 220 µg/m³ e Autazes, com 184,3 µg/m³.
Itacoatiara marcava 101,9 µg/m³, enquanto Silves registrava 76,8 µg/m³. Nos dois municípios, a classificação do ar também era “muito ruim”.
Emergência e efeitos na saúde
A Prefeitura de Manaus decretou estado de atenção em 24 de setembro, e a classificação permanecia válida neste domingo. Conforme a administração municipal, essa categoria é aplicada em situações nas quais uma ou mais ocorrências atingem a cidade e existe a perspectiva de um evento de grande impacto em prazo curto.
Manaus também está entre os 36 municípios do Amazonas que tiveram a situação de emergência por incêndios florestais reconhecida pelo Governo Federal. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional fez o reconhecimento no sábado (10), mesma data em que o estado decretou emergência.
O decreto do estado alcança cidades da Região Metropolitana de Manaus, do sul amazonense e de outras áreas.
A primeira leva de aeronaves do governo federal para apoiar o combate às queimadas chegou a Manaus na tarde de sábado (10). Dois helicópteros do Ibama aterrissaram no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes perto das 13h, enquanto quatro aviões chegaram à Base Aérea de Manaus por volta das 16h.
As seis aeronaves integram o envio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que havia anunciado o apoio na quinta-feira (9). A pasta também destinou 290 brigadistas.
Os efeitos da fumaça aparecem ainda nos atendimentos de saúde. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, 82 pessoas passaram por serviços de urgência entre 1º e 8 de outubro em razão de problemas respiratórios ligados à fumaça inalada. Desde 1º de julho, são 375 atendimentos de urgência associados à exposição à fumaça.
A pasta divulgou um balanço na sexta-feira (9) no qual indica crescimento acentuado das ocorrências ao longo da semana anterior. Conforme os relatos de pacientes, aparecem dificuldade para respirar, tosse, incômodo ou dor na garganta, dores de cabeça e no peito, além de náuseas, vômitos, tontura e fadiga.
A Secretaria Municipal de Saúde recomenda atenção a olhos ardendo, vermelhos ou lacrimejando, coriza, nariz congestionado, chiado no peito e crises de asma mais fortes. Vômitos, tontura, fadiga e diarreia também são apontados como possíveis sinais de desidratação ou de piora em problemas de saúde.
As secretarias orientam que quem tiver sintomas fortes ou que não passam procure atendimento médico, sobretudo pessoas com doenças respiratórias.
Foto: Luciane Marques/Rede Amazônica
Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/11/manaus-e-outros-cinco-municipios-tem-qualidade-do-ar-pessima-neste-domingo.ghtml



