Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito neste domingo, 25 de outubro, para um quarto mandato como presidente da República, segundo a DW Brasil. Com 99,87% das urnas apuradas, o petista somava 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% do senador Flávio Bolsonaro (PL), diferença de 3,5 pontos percentuais.
Segundo a DW, foi a primeira virada registrada em um segundo turno presidencial no país: Lula havia ficado atrás de Flávio no primeiro turno, em 4 de outubro, e reverteu a desvantagem na etapa final. A apuração teve candidatos alternando a liderança ao longo da contagem, e a divulgação do resultado atrasou em relação a pleitos anteriores.
O que mudou entre os dois turnos
Conforme a DW, a campanha de Lula apostou, após o primeiro turno, em atos de rua para mobilizar a base, maior presença nas redes sociais e alertas sobre o risco de retorno do bolsonarismo ao poder. O texto cita ainda anúncios de benefícios, como subsídios para combustíveis, ampliação do Pé-de-Meia para universitários, desonerações e perdão de dívidas, além da defesa da soberania e da democracia nos debates.
Ainda de acordo com a DW, Flávio Bolsonaro havia liderado o primeiro turno e chegou a se portar como favorito, discutindo a formação de um eventual governo. Com a derrota, o senador fica sem mandato eletivo pela primeira vez desde 2003, segundo a reportagem.
A DW relata que o horário de votação foi prorrogado por duas horas em todo o país, em decisão divulgada pelo Supremo um minuto depois das 17h, quando milhares de seções já haviam encerrado os trabalhos. A medida atendeu a alegações de que a falta de transporte público em diversas regiões dificultou o deslocamento de eleitores, conforme a reportagem.
A prorrogação, segundo a DW, gerou confusão e dúvidas entre mesários e chefes de seção e levantou temor de contestação do resultado. Antes da divulgação final, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, conforme a DW, que o campo bolsonarista não aceitaria uma derrota: “Ou a gente ganha ou a gente ganha. Tá avisado”.
O Politiza Amazonas já havia informado que o ministro Cristiano Zanin, do STF, estendeu até as 19h o prazo para votar em todas as unidades da federação, atendendo a pedidos das duas campanhas, e que mais de 158 milhões de eleitores estavam aptos a votar. A votação também definiu governadores do Distrito Federal e de Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins, como mostrou a prévia publicada antes do pleito.
De acordo com a DW, Lula deve somar 16 anos à frente da Presidência, atrás apenas de Getúlio Vargas, com 18 anos. Prestes a completar 81 anos, ele também deve quebrar o próprio recorde de pessoa mais velha a tomar posse no cargo, registrado em 1º de janeiro de 2023, aos 77 anos.
A DW aponta que o quarto mandato não deve ser simples: após uma onda de direita nas eleições para o Congresso no primeiro turno, o petista deve enfrentar Câmara e Senado mais hostis, com bancadas bolsonaristas ampliadas. A reportagem não informa data para a posse nem detalha a composição final das duas Casas.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/em-virada-histórica-lula-derrota-bolsonarismo-e-conquista-4°-mandato/a-79534613?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf; Politiza Amazonas — Brasil vota neste domingo; veja o que está em jogo além da Presidência





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