Israel realiza nesta terça-feira (27) sua primeira eleição desde os ataques de 7 de outubro de 2023 e a subsequente ofensiva militar na Faixa de Gaza, segundo a DW Brasil. O eleitorado apto a votar soma cerca de 7,3 milhões de pessoas, das quais 810 mil vivem no exterior e precisam viajar para participar.
O atual e mais longevo primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, busca a reeleição após vencer em 2022. Ele já ocupou o cargo de 1996 a 1999 e de 2009 a 2021. Seu partido, o Likud, tenta repetir a aliança com a direita religiosa supremacista, cuja figura central é o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, e com partidos ultraortodoxos.
Como funciona a eleição
Os eleitores estão distribuídos em cerca de 12.000 seções eleitorais. Na última eleição, em novembro de 2022, a participação foi de 70,6%. Os deputados são eleitos por voto direto, por listas partidárias, em sistema proporcional integral: o número de cadeiras é distribuído conforme o percentual de votos obtido por cada lista.
O parlamento, a Knesset, tem 120 deputados eleitos para mandato de quatro anos. O órgão pode ser dissolvido antecipadamente por maioria simples, o que ocorre com frequência em Israel, ou prorrogar o mandato com votos de 80 deputados. Para entrar no Parlamento, as listas precisam superar o limite mínimo de 3,25% dos votos válidos, o que garante automaticamente quatro cadeiras.
O que dizem as pesquisas
Levantamentos divulgados na sexta-feira indicam empate técnico entre os blocos: a oposição aparece com 52 a 56 cadeiras e a coalizão governamental, com 50, segundo a DW Brasil. O número necessário para governar com maioria plena é 61 cadeiras, o que nenhum dos lados alcança isoladamente nas pesquisas.
Na oposição, o bloco é liderado pelo ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot, do partido Yashar, ao lado da direita nacionalista do Beyachad e dos democratas, considerados de esquerda em Israel e liderados por Yair Golán, ex-vice-chefe do Estado-Maior. Eisenkot tem se destacado por um discurso baseado em dois pontos: apurar de forma independente as supostas negligências que antecederam os ataques de 7 de outubro de 2023 e obrigar os ultraortodoxos a cumprir o serviço militar.
A Lista Conjunta e a Lista Árabe Unida, formadas por palestinos que ficaram em território israelense depois da guerra de 1948, aparecem com cerca de 14 cadeiras nas pesquisas, segundo a DW Brasil. Os dois grandes blocos se recusaram a incluir partidos árabes em suas coalizões, e, diante do cenário de empate, a questão é saber qual dos lados cederá para chegar ao poder.
Netanyahu tem três casos de corrupção em aberto e convive com atritos entre seus próprios aliados de governo. Partidos ultraortodoxos ameaçam retirar o apoio se ele continuar prendendo jovens religiosos desertores, os haredim. A formação sionista radical Poder Judaico o atacou por não se comprometer a entregar o Ministério da Defesa ao seu líder, Ben-Gvir, caso vença as eleições.
O espaço segue aberto para manifestação dos envolvidos.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/entenda-o-que-está-em-jogo-nas-eleições-em-israel/a-79770293?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf





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