Fumaça encobre a Ponte Rio Negro e afeta rotina em Manaus e municípios vizinhos

Poluição intensa reduziu a visibilidade na travessia e levou à suspensão de atividades presenciais na capital e na Região Metropolitana.

Poluição intensa reduziu a visibilidade na travessia e levou à suspensão de atividades presenciais na capital e na Região Metropolitana.
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A densa cortina de fumaça que tomou conta de Manaus na manhã de 9 de outubro prejudicou de forma severa a visibilidade na Ponte Jornalista Phelippe Daou, estrutura comumente chamada de Ponte Rio Negro. O acúmulo de partículas poluentes impediu a observação do leito do rio e da linha do horizonte durante a travessia de veículos, em um contexto marcado pela intensificação das queimadas na região amazônica.

Em razão dessa piora contínua no quadro ambiental, a capital do Amazonas passou a liderar o ranking das localidades com os piores índices de qualidade do ar no Brasil, segundo informações divulgadas pela plataforma internacional IQAir. Além disso, os sensores do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), ferramenta desenvolvida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), enquadraram a atmosfera da cidade no nível considerado péssimo.

Recomendações e impactos na educação

Por volta das 5h55 de 9 de outubro, a Defesa Civil emitiu um aviso de gravidade severa referente aos danos que a poluição atmosférica pode causar ao bem-estar dos cidadãos. A entidade recomendou expressamente o uso de máscaras de proteção individual para deslocamentos em ambientes externos, além de orientar a população local a restringir ao máximo a permanência em espaços abertos sob a fumaça.

Como resposta direta ao agravamento dos indicadores de poluição, a Prefeitura de Manaus colocou o município em estado de atenção e ordenou o cancelamento temporário das aulas em todas as unidades da rede pública municipal de ensino durante a referida data.

O setor educacional de nível superior também adotou restrições para conter a exposição de servidores e estudantes. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) optou por suspender o atendimento administrativo e as aulas presenciais no período da manhã nos campi da capital, migrando os trabalhos para o ambiente virtual. Já a administração do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) cancelou os encontros presenciais previstos para os turnos matutino, vespertino e noturno, estabelecendo um plano de reorganização das atividades letivas.

Monitoramento na Região Metropolitana

A concentração de poluentes não ficou restrita à capital e se estendeu a municípios vizinhos que integram a Região Metropolitana de Manaus. No território de Iranduba, um dos aparelhos de medição registrou uma taxa que chegou a 261,3 µg/m³ de materiais poluidores dispersos no ar.

Situação semelhante foi identificada pelos instrumentos de medição no Careiro da Várzea, onde o sistema da UEA apontou a marca de 266,8 µg/m³, mantendo o enquadramento na condição de ar péssimo. No município de Rio Preto da Eva, os dados registrados às 9h mostraram uma taxa de 227,8 µg/m³ de poluentes acumulados.

Conforme os critérios técnicos adotados pelo Sistema Selva da UEA, a condição do ar somente é considerada boa quando o volume de partículas fica situado na faixa de 0 a 25 µg/m³. Qualquer índice acima desse patamar inicial passa a ser enquadrado em categorias que oscilam entre moderada e péssima, alertando para os perigos crescentes à saúde respiratória da população.

Foto: Nádia Carvalho

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/09/fumaca-toma-o-horizonte-e-encobre-o-rio-negro-durante-travessia-da-ponte-video.ghtml

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