Nesta terça-feira, 3 de novembro, os Estados Unidos encerram a votação das midterms de 2026, como são chamadas as eleições de meio de mandato no país. Conforme a DW Brasil, cerca de 210 milhões de eleitores definirão qual partido — republicano ou democrata — comandará o Congresso nos dois anos finais do segundo mandato de Donald Trump.
A disputa abrange a totalidade dos 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. Em 36 estados, o eleitorado também escolhe governador, e pleitos para outros postos estaduais e municipais ocorrem na mesma data. A DW relata que, até agora, a votação registrou relativamente poucos problemas, quadro que contrasta com as alegações recorrentes de Trump sobre fraudes eleitorais.
Participação antecipada recorde
Uma parcela expressiva do eleitorado já compareceu às urnas, de forma presencial ou por correio. O Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, citado pela DW, contabilizava 57 milhões de votos até a tarde de segunda-feira, 2 de novembro, número superior aos 45 milhões somados ao longo de todo o pleito de meio de mandato de 2022. O dado de 2026, porém, cobre apenas a votação antecipada e foi apurado antes do dia oficial do pleito.
A comparação com 2022 também tem limites: o total de 45 milhões citado pela fonte corresponde a toda aquela eleição, enquanto os 57 milhões de agora são parciais e foram contabilizados antes da votação desta terça. O material recebido não informa o total de eleitores que efetivamente compareceram em 2022 nem projeta a participação final de 2026.
O que está em jogo no Congresso
Na Câmara, a maioria republicana é apertada: são 218 parlamentares. Texas, Ohio e Iowa aparecem como possíveis pontos de virada. No Senado, a bancada republicana soma 53 cadeiras, enquanto os democratas têm 45 e há dois independentes.
De acordo com a DW, levantamentos apontam chance de os democratas obterem maioria nas duas casas. No fim de semana, a vantagem democrata era de 51,5% contra 43,1% nas intenções de voto, segundo o RealClearPolling, site que reúne diferentes pesquisas. Caso percam ao menos uma das casas, os republicanos terão mais dificuldade para aprovar a agenda legislativa de Trump, e os democratas poderão instaurar investigações parlamentares sobre o governo; um revés no Senado ainda comprometeria a nomeação de ministros da Suprema Corte e de altos funcionários federais.
Como o Politiza Amazonas informou, as midterms renovam toda a Câmara, 35 cadeiras do Senado e 36 governos estaduais, e a votação tende a funcionar como um referendo sobre o presidente. A DW relata que Trump fez campanha em 20 estados nos últimos 32 dias e repetiu em comícios que também estaria na cédula. A aprovação do presidente segue na casa dos 30%, e as pesquisas apontam que o eleitorado vota sobretudo com base em questões econômicas, como combustíveis, habitação e saúde.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/eua-vão-às-urnas-para-renovar-congresso-em-plebiscito-sobre-trump/a-79837128?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf





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