Corregedor eleitoral exige explicações de Meta e X sobre conduta na campanha

Nunes Marques pede esclarecimentos às plataformas, manda Meta revisar vídeo removido e marca reunião com redes antes do 2º turno, em 25 de outubro.

Nunes Marques pede esclarecimentos às plataformas, manda Meta revisar vídeo removido e marca reunião com redes antes do 2º turno, em 25 de outubro.
Compartilhe esta notícia

O corregedor eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, solicitou a Meta e ao X esclarecimentos sobre como as plataformas trataram conteúdos da campanha presidencial, conforme a DW Brasil. A providência foi adotada depois que a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontou favorecimento ao adversário Flávio Bolsonaro (PL).

A campanha do petista sustenta haver abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. Entre as alegações estão limitações ao alcance de publicações favoráveis a Lula e problemas na entrega de propaganda eleitoral. A votação do segundo turno ocorre em 25 de outubro.

O caso do vídeo removido

Como exemplo de tratamento desigual, a coligação mencionou a retirada do Instagram de um vídeo do projeto Revelando, apresentado pelo artista MC Cabelinho, com críticas a Flávio. O material saiu do ar na quinta-feira (22/10), logo após o lançamento, e a plataforma alegou uso excessivo de inteligência artificial.

Para o corregedor, a proximidade da votação torna necessário esclarecer por que o conteúdo foi removido e garantir que seja reavaliado com rapidez. Nunes Marques ponderou, no entanto, que os elementos disponíveis até agora não bastam para afirmar que houve diferenciação por motivação político-eleitoral. Ele ordenou que a Meta encaminhe o material para análise humana.

A coligação de Lula também questiona a distribuição de anúncios pagos pelas campanhas oficiais, que, segundo ela, teria alcance menor quando o conteúdo é do presidente. Outra crítica é dirigida à ferramenta de inteligência artificial Grok, integrada ao X, que, conforme a campanha, responderia de forma distinta a perguntas equivalentes sobre os dois candidatos.

O que acontece agora

A Meta informou ao presidente do TSE, nesta semana, que não trata as campanhas de maneira diferente. A empresa disse à Justiça Eleitoral ter adotado medidas para garantir isonomia entre os candidatos e atribuiu os episódios relatados a falhas técnicas, sem motivação ideológica ou partidária.

Nesta sexta-feira (23/10), Nunes Marques deve se reunir pela última vez com representantes das principais redes sociais — entre elas Instagram, Facebook, TikTok e Kwai — antes do segundo turno. A solicitação de esclarecimentos atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e busca verificar se a Meta cumpre o plano de conformidade acertado com a Justiça Eleitoral.

O corregedor quer dados sobre possível sincronização de contas, repetição de mensagens, alcance e engajamento, circulação de conteúdos repassados, impulsionamento pago e eventuais mecanismos de amplificação artificial. Também pediu ao Google informações sobre possível amplificação coordenada de termos e hashtags entre 18 e 20 de outubro.

As providências antecedem a votação de domingo. A determinação para que a Meta revise o vídeo não representa conclusão sobre favorecimento eleitoral: o próprio corregedor ressalvou que os elementos apresentados até o momento não permitem afirmar tratamento diferenciado por orientação política.

Foto: Reprodução/DW Brasil

Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/justiça-eleitoral-dá-24h-para-meta-e-x-explicarem-conduta-em-campanha/live-78393402?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf

Compartilhe esta notícia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *