A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) levou iniciativas comunitárias a dois painéis da 7ª Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia, a AMOCI. O evento ocorreu em 30 de setembro e 1º de outubro, em Manaus, e as duas mesas tiveram mediação de Wildney Mourão, gerente do Programa de Empreendedorismo da FAS.
Segundo a FAS, o encontro teve a presença de pesquisadores e gestores públicos, além de representantes de entidades do Brasil e de outros países. A pauta incluiu bioeconomia, propriedade intelectual e transferência de tecnologia, com o objetivo declarado de aproximar a produção científica, o setor produtivo e as políticas públicas. A instituição afirmou que sua participação ligou o debate sobre inovação à formação, à geração de renda e aos saberes das populações amazônicas.
Educação e inovação nas comunidades
No primeiro dia, a instituição apresentou iniciativas dos Núcleos de Inovação e Educação para o Desenvolvimento Sustentável (NIEDS). Conforme a fundação, são espaços ligados à floresta que unem educação, inovação e desenvolvimento das comunidades. As ações pretendem ampliar o alcance de informação, conectividade, saúde e renda, com soluções pensadas para as demandas das populações locais.
Fabiana Cunha disse que a mesa foi uma chance de dividir as experiências da fundação e debater processos de inovação sob o olhar da educação e dos núcleos. Ela descreveu a participação como “uma oportunidade de compartilhar as experiências da FAS”.
O coordenador de projetos Rafael Sales apresentou iniciativas desenvolvidas nas comunidades atendidas pelos espaços formativos. Para ele, o painel mostrou como esses locais ganham sentido “a partir das pessoas, das comunidades” e das atividades realizadas no território.
De acordo com a FAS, o debate colocou em pauta o papel da educação para ampliar oportunidades nas comunidades, considerando os conhecimentos locais e a relação deles com a conservação e com as atividades produtivas.
Empreendedoras apresentam negócios da floresta
No segundo dia, o painel “Pitchs: Negócios da Floresta” recebeu as empreendedoras Sueula Andrade, Izolena Garrido e Nilde Silva, que apresentaram suas trajetórias e produtos. Segundo a FAS, os negócios das três são apoiados por projetos da instituição.
Nilde mostrou seu negócio de turismo sustentável e afirmou que a floresta é central para a atividade que desenvolve na comunidade. Ela citou ainda o apoio da FAS à sua formação e ao crescimento do empreendimento, além da chance de dar visibilidade aos atrativos e às iniciativas locais.
Izolena, da comunidade Tumbira, apresentou biojoias amazônicas feitas com fibra de curauá. Para ela, o evento deu espaço para mostrar “o que nós somos dentro da floresta”. A empreendedora defendeu que ocasiões assim ajudam no reconhecimento das populações tradicionais ribeirinhas, quilombolas e indígenas e no potencial dos produtos da floresta para gerar renda.
Sueula mostrou o Cheiro da Floresta, marca de biocosméticos que produz perfumes e outros itens que ela descreve como 100% naturais, e relacionou o negócio ao turismo de base comunitária. Ela disse estar grata por participar da conferência e por “mostrar um pouco do que é a nossa floresta”.
A Fundação Amazônia Sustentável é uma entidade civil sem finalidade lucrativa dedicada ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, com foco na conservação do bioma e na qualidade de vida das populações locais.
Como o Politiza Amazonas informou, o edital do Projeto Prospera na Floresta prorrogou as inscrições até 15 de outubro. A chamada vai escolher 30 empreendimentos de turismo comunitário no Amazonas. Os selecionados terão apoio financeiro de até R$ 23 mil, e os projetos mais maduros podem chegar a R$ 50 mil, com painéis solares e internet via satélite incluídos.
Foto: Thamires Bandeira/Reprodução Fato Amazônico
Fontes: Fato Amazônico — https://fatoamazonico.com.br/educacao-e-negocios-da-floresta-levam-experiencias-comunitarias-a-conferencia-na-amazonia/; Politiza Amazonas — Edital de turismo comunitário no Amazonas prorroga inscrições até 15 de outubro



