O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) defendeu nesta quarta-feira, 14 de outubro, mudanças na forma de planejar a segurança pública do Amazonas. Ex-comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas entre 2008 e 2011, ele apontou a divisão do estado em territórios e a integração entre instituições como caminhos para reorganizar o setor, e cobrou a revisão dos critérios usados para planejar as ações e medir os resultados da área.
Conforme o parlamentar, números menores em alguns tipos de registro, vistos de forma isolada, não significam que os moradores estejam mais protegidos. Ele afirmou que essas quedas podem indicar que uma facção criminosa consolidou seu domínio, impondo regras e mantendo controle sobre comunidades e sobre atividades econômicas. Na avaliação do deputado, há uma “falsa ilusão” quando a diminuição de certos indicadores é lida como melhora da segurança pública, e os crimes ambientais observados no estado mostram a necessidade de novos parâmetros.
Territorialização e integração
A territorialização proposta pelo parlamentar organiza a atuação do Estado conforme as características de quatro eixos: as fronteiras internacionais, as divisas com outros estados, a Região Metropolitana de Manaus e o interior, dividido por calhas de rios. O modelo considera a distância entre os pontos, as formas de acesso, os caminhos usados pelo crime e o quanto cada instituição consegue responder em cada região.
De acordo com o deputado, a diretriz segue uma orientação que ele tem defendido: combater o crime a partir da fronteira, seguindo para o interior do estado. Entre as medidas previstas estão a manutenção de efetivo fixo em locais considerados estratégicos, unidades fluviais nas calhas dos rios, patrulhamento ajustado às condições da região amazônica e o reforço das delegacias e dos quartéis do interior, com pessoal, embarcações, equipamentos e meios de comunicação apropriados.
A integração, ainda conforme o parlamentar, abrange a troca de dados e de informações de inteligência, o planejamento feito em conjunto e a adoção de protocolos comuns de atuação. Desse arranjo participariam as forças do estado, os órgãos federais, as prefeituras e os setores que fazem a fiscalização ambiental. Nas fronteiras e nas divisas, a articulação deve incluir ainda os estados vizinhos e as autoridades competentes dos países que fazem limite com o Amazonas.
Avaliação dos resultados
Na avaliação defendida por Comandante Dan, os resultados da segurança pública devem levar em conta o domínio do território, a defesa das populações locais, o combate às economias ilegais e a presença concreta do poder público. A proposta prevê uma política permanente, com metas e responsabilidades definidas para cada região, de modo a acompanhar como o crime atua de maneiras distintas no Amazonas.
Foto: Assessoria de Comunicação
Fontes: Aleam — https://www.aleam.gov.br/comandante-dan-defende-territorializacao-e-integracao-para-reorganizar-a-seguranca-publica-do-amazonas/



