As chuvas que chegaram a Manaus na noite de quarta-feira (21) e seguiram pela manhã de quinta-feira (22) interromperam uma sequência de 14 dias de fumaça na capital. O monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), ligado à Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontava condição boa em 14 dos 15 pontos da cidade às 7h de quinta.
O Coroado, na Zona Leste, era o único bairro fora desse padrão, com classificação moderada. Nas demais regiões do Amazonas, os índices do Selva iam de bons a muito ruins, conforme o município.
Índices por bairro e município
Entre os bairros da capital, a Cidade Nova (Zona Norte) marcava 19,6 microgramas por metro cúbico (µg/m³), enquanto a Compensa (Zona Oeste) registrava 20,3 µg/m³. No Morro da Liberdade (Zona Sul), a medição era de 17,5 µg/m³, e no Puraquequara (Zona Leste), de 14,6 µg/m³. O Coroado, também na Zona Leste, aparecia com 32,7 µg/m³.
Pela escala do Selva, o ar é classificado como bom quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Faixas acima disso são distribuídas entre moderada e péssima.
Na Região Metropolitana de Manaus, alguns municípios ainda apresentavam índices elevados. Em Iranduba, a concentração chegou a 95,9 µg/m³, nível muito ruim. Em Itacoatiara, o índice era de 63,2 µg/m³, classificado como ruim, e Autazes registrava 57,7 µg/m³, também ruim.
Em Manaquiri, a concentração era de 46 µg/m³, nível moderado. A mesma classificação foi registrada em Silves (44,9 µg/m³), Urucurituba (38,3 µg/m³) e Careiro da Várzea (30,7 µg/m³). No Careiro, o índice era de 22,9 µg/m³, considerado bom. Presidente Figueiredo e Novo Airão também apresentavam qualidade do ar boa.
Chuva, alerta e aeroporto
Com as chuvas fortes, a Defesa Civil disparou às 6h39 de quinta um alerta de risco severo para chuva intensa na capital, citando possibilidade de alagamentos e enxurradas. Para emergências, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
No Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, as chuvas atingiram parte das luzes de balizamento da pista. Até as 23h50 de quarta, cinco voos tinham sido redirecionados: um para Santarém (PA), dois para Boa Vista (RR), um para Belém (PA) e um para Brasília (DF).
A administração do aeroporto informou que as equipes de manutenção fizeram os reparos e restabeleceram as condições de operação ainda na noite de quarta. Passageiros afetados devem buscar as companhias aéreas para informações atualizadas sobre os voos.
A melhora do ar na capital ocorre enquanto os governos estadual e federal ampliam o combate aos incêndios florestais no Amazonas. Conforme o governo federal, 13 aeronaves federais despejaram mais de 1,1 milhão de litros de água em áreas atingidas desde o início da operação, em 10 de outubro, e a previsão é chegar a 16 aeronaves nos próximos dias.
Os aviões fazem o lançamento de água nos focos de fogo, e os helicópteros levam equipes e equipamentos. O governo federal também anunciou quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e mais brigadistas, além de um Estado-Maior Conjunto para coordenar as Forças Armadas e os demais órgãos na resposta aos incêndios.
Como o Politiza Amazonas informou, em 17 de outubro a Defesa Civil havia alertado celulares em Manaus por causa da fumaça, quando 14 dos 15 sensores da capital apontavam condição péssima. A situação atual, segundo o Selva, é de melhora na capital, mas os índices do interior ainda exigem atenção.
Foto: Luciane Marques/Rede Amazônica
Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/22/apos-14-dias-consecutivos-de-fumaca-chuva-melhora-qualidade-do-ar-em-manaus-situacao-varia-no-interior-do-am.ghtml




Deixe um comentário