O britânico Karl Bushby, de 57 anos, retornou nesta segunda-feira à sua cidade natal, Hull, no nordeste da Inglaterra, depois de percorrer cerca de 50 mil quilômetros por quatro continentes ao longo de 28 anos. Cerca de 500 pessoas o recepcionaram, segundo a DW Brasil.
A jornada começou em 1988, em Punta Arenas, no extremo sul do Chile, quando Bushby, ex-paraquedista, tinha 29 anos. Ele levava um carrinho de duas rodas apelidado de “A Besta” e 500 dólares no bolso. O trajeto passou pelas Américas, pela Rússia, pela Ásia Central e pela Europa, somando 29 países.
As regras da caminhada
Bushby impôs a si mesmo duas condições: nenhum meio motorizado poderia ser usado para ganhar terreno, e a volta para casa ficaria suspensa até que ele cumprisse o objetivo traçado. A viagem, originalmente planejada para durar 12 anos, sofreu atrasos por fatores como a recusa da Rússia em conceder visto, um período detido no Panamá por entrar no país sem visto, a necessidade de viver por um tempo em uma base no México e a perda de patrocinadores durante a crise financeira de 2008 e a pandemia de covid-19.
Mesmo com os percalços, ele retomava a caminhada exatamente do ponto onde havia parado. Em 2006, quase morreu ao atravessar o Estreito de Bering congelado, entre o Alasca e a Rússia, ao lado do explorador francês Dimitri Kieffer. Já no retorno ao Reino Unido, no início do mês passado, nadou o Canal da Mancha, do norte da França até Dover, ao longo de quatro dias.
Reencontro e documentário
A etapa final levou Bushby ao norte de Hull, onde reencontrou a mãe, Angela, o filho Adam, que tem 36 anos, e uma neta de 12 anos que ele conheceu apenas naquele momento. Em declaração à multidão, ele atribuiu a conclusão da jornada ao que chamou de maior equipe de todas: a Terra.
O cineasta alemão Werner Herzog está produzindo um documentário sobre a jornada, intitulado “Walk of Life”. A produtora da obra deu apoio financeiro e logístico a Bushby nos últimos 16 anos da aventura. Em setembro, quando estava no norte da França, o britânico disse à agência de notícias AFP que via com preocupação a volta a uma rotina mais comum no Reino Unido e afirmou que teria de tentar se restabelecer no mundo dos adultos novamente.
A distinção entre o percurso e o calendário ajuda a dimensionar o feito: os 28 anos incluem períodos em que Bushby não pôde avançar, como a detenção no Panamá e a falta de visto russo, e não apenas tempo de caminhada efetiva. O material recebido não informa a distância exata percorrida a pé nem a divisão do trajeto por país.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/andarilho-britânico-volta-para-casa-após-caminhar-por-28-anos-pelo-mundo/a-79832483?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf





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