Seis aeronaves enviadas pelo governo federal para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas permanecem no aeroporto de Ponta Pelada, na zona sul de Manaus, nesta quarta-feira, 14 de outubro. O motivo é a camada densa de fumaça produzida pelas próprias queimadas, que impede as decolagens na capital.
De acordo com Joel Araújo Filho, superintendente do Ibama no Amazonas, a visibilidade reduzida impediu que os aviões decolassem ao longo de toda a manhã. Perto das 11h38, ele afirmou que as tripulações apontaram ausência de condições visuais seguras para levantar voo. O horário exato do início das operações aéreas não foi informado pelo órgão ambiental.
Nova estratégia
Conforme o superintendente, minutos depois foi definida uma nova estratégia: as equipes passaram a preparar voos em altitude menor, para monitoramento, além de lançamentos pontuais de água. Ainda não havia confirmação sobre quando essas ações começariam.
As regras da aviação exigem que as tripulações enxerguem o alvo no solo antes de lançar água e evitem obstáculos imprevisíveis no terreno, o que também permite coordenar o trabalho com as equipes que atuam em terra. A baixa visibilidade afeta inclusive aeronaves equipadas com instrumentos modernos de navegação.
Mobilização federal
A chegada dos aviões ao estado ocorreu depois de um período de divergências entre os governos estadual e federal a respeito dos pedidos de ajuda. Na segunda-feira, 12, o Ministério do Meio Ambiente anunciou que enviaria 11 aeronaves à região, número do qual fazem parte os seis Air Tractor agora parados em Manaus. A pasta também informou o envio de 290 brigadistas para atuar diretamente no combate ao fogo.
Em 11 de outubro, uma equipe do governo federal havia partido de helicóptero do aeroporto de Ponta Pelada para sobrevoar as áreas atingidas pelas queimadas, como noticiou o Politiza Amazonas. Os ministros do Desenvolvimento Regional e do Meio Ambiente participaram do sobrevoo, e o governador Roberto Cidade acompanhava a comitiva no aeroporto, ao lado de representantes dos dois governos. Ainda segundo aquela reportagem, a fumaça vinha encobrindo a capital amazonense nos dias que antecederam o sobrevoo.
O Ibama se manifestou sobre a situação por meio do superintendente no Amazonas, que descreveu as limitações técnicas das operações. Nos materiais divulgados até aqui, não há manifestação do Ministério do Meio Ambiente sobre a paralisação das aeronaves; o espaço segue aberto para manifestação.
Até o momento, não foram divulgados quantos voos as aeronaves já fizeram desde a chegada nem o volume de água lançado sobre os focos de incêndio. As áreas prioritárias atendidas pelas equipes também não constam nos informes apresentados até aqui.
Foto: Reprodução/Portal CM7
Fontes: Portal CM7 — https://www.cm7brasil.com/amazonas/absurdo-avioes-enviados-para-combater-incendios-no-am-estao-parados-por-causa-da-fumaca-nos-ceus-diz-ibama-veja-video/; Politiza Amazonas — Ministros sobrevoam áreas atingidas por queimadas e fumaça que cobre Manaus



