Trump admite que guerra no Irã pesou na derrota republicana

Presidente dos EUA disse que a avaliação do vice JD Vance é ‘em grande parte verdadeira’, mas afirmou que faria a guerra de novo.

Presidente dos EUA disse que a avaliação do vice JD Vance é 'em grande parte verdadeira', mas afirmou que faria a guerra de novo.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu nesta quarta-feira (4) que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, segundo a DW Brasil. Horas antes, o vice JD Vance havia escrito no X que “a razão pela qual perdemos é a guerra”.

Trump afirmou a jornalistas que a avaliação de Vance era “em grande parte verdadeira”, porque o conflito elevou os preços dos combustíveis e a inflação. Ainda assim, defendeu a decisão de entrar na guerra ao lado de Israel e disse que, se tivesse de repetir, faria tudo de novo, para impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear.

O que a divergência interna revela

A manifestação de Vance é apresentada pela DW como uma das mais explícitas divergências dentro da Casa Branca desde o início do conflito, deflagrado em fevereiro. Trump disse considerar a crítica do vice “boa” e sugeriu que já sabia do custo eleitoral quando autorizou a ação militar.

A leitura do vice não é um posicionamento isolado de um auxiliar: ela atribui o resultado eleitoral a uma decisão do próprio presidente. Trump, por sua vez, separa a avaliação sobre a causa da derrota da defesa da guerra, tratando o conflito como necessário apesar do efeito sobre os preços. Essa distinção é o que sustenta a mensagem de que o governo mantém a política externa mesmo após o revés nas urnas.

Os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, segundo projeções da agência AP e de emissoras de TV dos EUA, impondo derrota aos republicanos. Como o Politiza Amazonas informou, o resultado dá à oposição o controle do Congresso nos dois anos finais do segundo mandato de Trump.

O que acontece agora

Com maioria nas duas casas, os democratas passam a poder bloquear iniciativas do governo, dificultar nomeações e ampliar investigações sobre a administração. Líderes da oposição já sinalizaram que vão pressionar pelo fim da guerra: o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o conflito “precisa acabar” e sugeriu usar o controle do orçamento federal como instrumento de pressão.

Trump adotou tom conciliador após os resultados preliminares, dizendo que pretende “se dar bem” com a oposição, mas reiterou a ameaça de vetar projetos com os quais discorde e advertiu que uma nova tentativa de impeachment “destruiria” o Partido Democrata. A Casa Branca publicou no X uma mensagem com a frase “Aviso: Trump ainda é seu presidente”, acompanhada de uma imagem do presidente no Salão Oval.

O pleito também registrou uma série de resultados inéditos, segundo a DW. Deb Haaland, no Novo México, foi eleita a primeira mulher indígena governadora dos EUA; Peggy Flanagan se tornou a primeira mulher indígena eleita ao Senado; Abdul El-Sayed será o primeiro muçulmano no Senado; e Chris Pappas, o primeiro homem assumidamente gay eleito para a Casa. Keisha Lance Bottoms foi eleita governadora da Geórgia, a primeira mulher negra a governar um estado americano.

Foto: Reprodução/DW Brasil

Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/trump-admite-que-guerra-no-irã-contribuiu-para-derrota-republicana/live-79849879?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf

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