Peña renuncia no Paraguai após colapso do Ueno Bank

Presidente paraguaio deixou o cargo após crise no Ueno Bank, que congelou depósitos de quase 3 milhões de clientes; vice Pedro Alliana deve assumir

Presidente paraguaio deixou o cargo após crise no Ueno Bank, que congelou depósitos de quase 3 milhões de clientes; vice Pedro Alliana deve assumir
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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou nesta quinta-feira (4), em meio à movimentação no Congresso para removê-lo do cargo e a protestos nas ruas provocados pelo escândalo no Ueno Bank, um dos maiores bancos do país. O anúncio foi feito em mensagem em vídeo gravada e divulgada no mesmo dia.

O colapso do banco digital, que sofreu intervenção do Banco Central do Paraguai (BCP) dois dias antes, deflagrou uma crise financeira e política e congelou os depósitos de quase 3 milhões de clientes. O vice-presidente Pedro Alliana deve assumir a Presidência em seu lugar.

Segundo a DW Brasil, Peña afirmou que deixava o cargo pensando na estabilidade do país, na paz social e na necessidade de preservar as instituições democráticas. Ele também pediu desculpas ao povo paraguaio.

O que motivou a renúncia

Parlamentares atribuíram a Peña conflitos de interesse, mau uso de fundos de pensão e acobertamentos institucionais ligados à quebra do Ueno. A pressão aumentou com a saída, no mesmo dia, de aliados de seu próprio Partido Colorado, de orientação conservadora.

A fintech surgiu em 2021 e cresceu rapidamente: chegou a 2,9 milhões de clientes num país de 6,5 milhões de habitantes e a administrar cerca de 850 milhões de dólares em recursos públicos. O BCP interveio após constatar que a instituição descumpriu os requisitos mínimos de solvência. Com isso, milhões de clientes perderam acesso às contas, o que gerou pânico e correria aos bancos.

Peña foi acionista do grupo que controlava o Ueno até março de 2025 e nomeou o ex-presidente da instituição, Carlos Carvallo, para o BCP em 2023. Carvallo renunciou esta semana.

O que acontece agora

Antes de deixar o cargo, Peña sancionou uma norma que estabelece cinco dias úteis para devolver a maior parte do dinheiro dos correntistas do Ueno, segundo a DW Brasil. A providência, porém, não bastou para frear a crise política que culminou na renúncia.

No pronunciamento, Peña manifestou o desejo de que a devolução dos valores seja assegurada, que o fundo de garantia de depósitos cumpra seu papel e que os recursos públicos e os de todos os paraguaios fiquem protegidos. A DW Brasil não informa, no material enviado, a data de posse de Alliana nem detalhes sobre a transição.

Aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Peña tomou posse em agosto de 2023, com mandato de cinco anos que se encerraria em 2028.

Foto: Reprodução/DW Brasil

Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/presidente-do-paraguai-renuncia-em-meio-a-escândalo-por-colapso-de-banco/a-79869651?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf

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