A Polícia Civil do Amazonas prendeu na segunda-feira (19) o segundo suspeito de participação no estupro coletivo de uma adolescente na zona rural de Itamarati, município a cerca de 985 quilômetros de Manaus. O homem, de 33 anos, é apontado pela investigação como um dos envolvidos.
O primeiro suspeito havia sido detido em 9 de outubro em área de difícil acesso. Segundo informações publicadas pelo jornal A Crítica em 19 de outubro, outros dois investigados permanecem foragidos, e a polícia segue as buscas e apura a participação individual de cada um.
O que se sabe sobre o crime e a investigação
Conforme divulgado durante a apuração, a violência ocorreu em 18 de setembro. O caso chegou às autoridades depois que uma mulher que não conhecia a adolescente teve acesso a gravações e procurou a polícia. Os vídeos teriam circulado inicialmente em grupos de mensagens e depois em outras regiões do país, incluindo Rio de Janeiro e Brasília.
Nas gravações, os investigados teriam alegado que a violência seria uma espécie de “cobrança” contra a adolescente. Até o momento, não há esclarecimento conclusivo sobre o significado da expressão nem sobre eventual motivação. A divulgação das imagens também é investigada, pela exposição da vítima e pela possível prática de outros crimes ligados à produção e ao compartilhamento de conteúdo de violência sexual contra adolescente.
Segundo a Polícia Civil, a adolescente passou por escuta especializada e exames periciais, que confirmaram a violência sexual. A jovem recebe acompanhamento psicológico em Itamarati. A Funai informou anteriormente que acompanha o caso e mantém articulação com órgãos de saúde, assistência social e segurança pública, respeitando a preservação da identidade e da privacidade da vítima.
Prisões não encerram o caso
A segunda detenção é uma etapa da investigação, não a conclusão do processo: dois investigados continuam foragidos e a responsabilização de cada envolvido dependerá da apuração e de decisões da Justiça. A localização dos suspeitos é dificultada pelas características geográficas da região e pelo deslocamento entre comunidades rurais.
Uma advogada que acompanha o caso chamou atenção para limitações estruturais da delegacia responsável, que conta com efetivo reduzido, segundo informações publicadas por A Crítica. O caso também trouxe discussões sobre a vulnerabilidade de mulheres e meninas indígenas e sobre o acesso à proteção e aos serviços públicos em comunidades afastadas.
Informações que possam ajudar a localizar os investigados podem ser repassadas à Polícia Civil pelo 197 ou ao Disque-Denúncia da Secretaria de Segurança Pública pelo 181. Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100, com possibilidade de preservação da identidade do denunciante.
Foto: Reprodução/Fato Amazônico
Fontes: Fato Amazônico — https://fatoamazonico.com.br/segundo-suspeito-e-preso-por-estupro-coletivo-de-adolescente-indigena-no-amazonas-dois-seguem-foragidos/




