Com o Rio Negro abaixo dos 17 metros, empresas que transportam cargas por via fluvial para abastecer o Amazonas passaram a adotar a chamada “taxa da seca”, segundo o Portal do Holanda. A cobrança, porém, não é unânime: há transportadoras que decidiram manter os preços sem acréscimos durante a estiagem.
Entre as que aplicaram o adicional, existem casos em que o valor poderá ser devolvido depois ou convertido em créditos, conforme a publicação. A justificativa apresentada é compensar os custos maiores gerados pelas dificuldades de navegação no período de vazante.
O que muda para o comércio
O efeito é mais sentido nos produtos importados, cujo trajeto até Manaus pode levar cerca de 90 dias. A demora na reposição obriga os comerciantes a administrar estoques para evitar prejuízos e tentar não repassar os novos custos ao consumidor, de acordo com o relato.
Ainda segundo o portal, não há previsão de desabastecimento generalizado na capital. Mesmo assim, alguns lojistas adotaram cautela nas promoções da Black Friday, limitando as ofertas diante da incerteza sobre quando as mercadorias serão repostas.
Sinais de estabilidade
O nível do Rio Negro tem apresentado pequenas oscilações diárias e sinais de estabilidade, comportamento também observado nos rios Solimões e Amazonas. Para o Portal do Holanda, isso indica uma possível aproximação do fim da vazante, embora o período chuvoso ainda não esteja plenamente estabelecido.
A situação reacendeu a discussão sobre a dependência do transporte fluvial no estado e sobre alternativas de abastecimento, entre elas o uso da BR-319 para o escoamento rodoviário de cargas. O material recebido não detalha quais empresas adotaram a taxa, nem os valores cobrados ou critérios de devolução.
Foto: Jander Robson/Portal do Holanda
Fontes: Portal do Holanda — https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/seca-provoca-cobranca-extra-no-transporte-de-cargas-e-preocupa-comerciantes-no-amazonas





Deixe um comentário