Protesto contra reintegração de posse fecha via no Tarumã, em Manaus

Moradores contestam retirada de famílias de terreno no Tarumã e apontam prazo de desocupação para 5 de novembro; empresa não se manifestou.

Moradores contestam retirada de famílias de terreno no Tarumã e apontam prazo de desocupação para 5 de novembro; empresa não se manifestou.
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Moradores de um terreno no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus, protestaram na manhã desta quarta-feira (4) contra uma reintegração de posse na Avenida da Floresta. Durante o ato, colchões e outros materiais foram queimados na via, segundo o Imediato Online. Policiais militares e o Corpo de Bombeiros estiveram no local, e agentes de trânsito organizaram o fluxo de veículos.

Os manifestantes afirmam viver na área há cerca de 30 anos e contestam a retirada das famílias. Conforme os relatos publicados pelo veículo, uma notificação entregue na sexta-feira (30) estabeleceu o dia 5 de novembro como prazo para a desocupação dos imóveis. O protesto provocou congestionamento na avenida, afetando quem entrava e saía do bairro.

O que dizem os moradores

Uma das moradoras disse ter chegado ao local em 1997 e construído sua residência ao longo dos anos. Ela rejeita a versão de que a ocupação das famílias teria começado há somente meio ano. Segundo a moradora, são sete moradias no terreno, ocupadas por parentes da mesma família, entre eles crianças, idosos e pessoas com deficiência. Ela afirmou ainda que duas residências já foram demolidas.

Outro morador, de 85 anos, relatou preocupação com a possibilidade de deixar o imóvel. Com deficiência visual, ele afirmou não ter outro local para morar. Durante a manifestação, os moradores informaram que procuraram a Defensoria Pública para entregar documentos, fotografias e outros registros que comprovariam o tempo de ocupação do terreno.

Disputa e limites da informação

Os manifestantes identificaram a empresa mencionada como Austera BR Engenharia. Conforme os relatos, a briga judicial é pela propriedade de uma área vizinha a um galpão, e pessoas ligadas ao caso já teriam buscado as famílias para tratar de uma saída negociada. Até a publicação da reportagem, a empresa citada não havia se pronunciado, e também não havia dados oficiais que explicassem em que se baseou a ordem judicial de reintegração.

O material recebido não informa qual órgão expediu a notificação entregue na sexta-feira (30) nem detalha o teor da decisão judicial. Também não há confirmação, nas fontes enviadas, sobre o número total de pessoas atingidas ou sobre eventuais encaminhamentos da Defensoria Pública após o contato dos moradores. O espaço segue aberto para manifestação da empresa citada.

Foto: Reprodução/Imediato Online

Fontes: Imediato Online — https://imediato.ncnews.com.br/2026/11/04/moradores-protestam-contra-reintegracao-de-posse-e-ateiam-fogo-a-colchoes-no-taruma/

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