Um motorista de ônibus de 43 anos ficou cinco dias detido em Manaus depois de ser confundido com um homem procurado pela Justiça de Alagoas. Ele foi preso em 12 de outubro, na própria casa, na zona Leste da capital amazonense, e deixou a Unidade Prisional do Puraquequara quando a defesa comprovou a falha na identificação, conforme o Portal do Holanda.
A ordem de prisão partiu da comarca de Piranhas (AL), em processo que apura suspeitas de furto qualificado e formação de quadrilha ligadas a um arrombamento a banco em novembro de 2010. A detenção teve como base a semelhança entre os dados pessoais dos dois homens.
Por que a prisão foi considerada indevida
De acordo com a publicação, o investigado de fato havia sido detido temporariamente em 2011 e, naquele momento, informou dados pessoais próximos aos do motorista. As diferenças cadastrais, porém, apareciam na filiação e na naturalidade: o motorista nasceu em Adamantina, no interior de São Paulo, e o nome do pai dele não coincide com o registrado para o procurado.
Documentos apresentados pela defesa também indicaram que o motorista tinha trabalho regular em Manaus no período dos crimes. Com as provas, a Justiça emitiu o alvará de soltura, e ele saiu da unidade prisional após os cinco dias de detenção.
O que o motorista pede agora
Já em liberdade, ele quer que os órgãos responsáveis admitam oficialmente a falha e excluam em definitivo o registro da detenção indevida do nome dele. O receio, segundo o relato, é que o episódio gere novas abordagens policiais ou restrições judiciais e atrapalhe o trabalho.
Conforme o Portal do Holanda, o episódio mostra o risco de identificar alguém apenas por dados parecidos, sem checar informações básicas como filiação e naturalidade. O material recebido não informa se os órgãos citados já se manifestaram sobre o pedido de reconhecimento do erro; o espaço segue aberto para manifestação.
Foto: Ilustrativa/Pexels
Fontes: Portal do Holanda — https://www.portaldoholanda.com.br/policial/confundido-com-foragido-motorista-passa-cinco-dias-preso-injustamente-em-manaus




