Caics TEA usam Salas Multisense com realidade virtual no atendimento a crianças autistas

Unidades estaduais em Manaus usam óculos de realidade virtual, coluna de bolhas e iluminação inteligente em sessões definidas por plano terapêutico individual.

Unidades estaduais em Manaus usam óculos de realidade virtual, coluna de bolhas e iluminação inteligente em sessões definidas por plano terapêutico individual.
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As Salas Multisense dos Centros de Atenção Integral à Criança com Transtorno do Espectro Autista (Caics TEA), unidades da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), reúnem recursos tecnológicos usados pela equipe multiprofissional para estimular o desenvolvimento de crianças autistas. Segundo o Fato Amazônico, os ambientes ficam nas unidades José Contente, Gilson Moreira e Afrânio Soares, administradas em parceria com a Rede Teia Agir.

A publicação cita, entre os equipamentos disponíveis, óculos de realidade virtual, coluna de bolhas, cascata de fibra óptica, brinquedos sensoriais e iluminação inteligente. A proposta é criar experiências interativas durante as sessões terapêuticas, adaptadas às necessidades individuais de cada paciente.

Como a tecnologia entra na terapia

O supervisor assistencial do Caic TEA Gilson Moreira, Carlos Costa, afirmou ao veículo que as salas ampliam as possibilidades de intervenção e permitem trabalhar atenção, percepção visual, coordenação motora, comunicação funcional e autorregulação emocional. Segundo ele, a intensidade dos estímulos pode ser aumentada ou reduzida conforme a necessidade de cada criança, e painéis interativos apoiam habilidades cognitivas e o repertório educacional.

Carlos Costa relatou ainda uma intervenção com apoio de fonoaudiologia em que a iluminação do espaço foi programada para responder com mudança de cor às vocalizações de uma criança, usando o estímulo luminoso como incentivo à comunicação funcional. A publicação não informa datas, quantidade de atendimentos nem nomes de pacientes.

O uso dos recursos, conforme o supervisor, é definido a partir de avaliação individualizada e do Plano Terapêutico Singular (PTS), que estabelece os objetivos do acompanhamento. Ele destacou que a tecnologia deve estar associada a uma finalidade terapêutica, e não ser aplicada como estímulo sem propósito definido.

O que a notícia permite concluir

A distinção central está no papel da tecnologia: os equipamentos não substituem a avaliação clínica, mas são acionados conforme o plano terapêutico de cada criança. É essa definição individual que indica quais recursos serão usados e com que intensidade, segundo o supervisor ouvido pela reportagem.

Os Caics TEA contam também com um aplicativo, desenvolvido no âmbito da Rede Teia Agir, para acompanhar o desenvolvimento das crianças, organizar informações e planejar intervenções. A publicação atribui às atividades potencial para favorecer organização sensorial, autorregulação, redução de crises, comunicação e interação social, com reflexos no cotidiano das famílias, mas não apresenta dados que meçam esses resultados.

O secretário de Estado de Saúde, Luis Alberto Saraiva, declarou que investir em tecnologia e inovação no cuidado a crianças com TEA significa investir em desenvolvimento, inclusão e qualidade de vida, e que a gestão busca ampliar o acesso a uma assistência qualificada. O material recebido não detalha endereços, horários de funcionamento, critérios de encaminhamento nem lista de espera das unidades.

Foto: Divulgação/SES-AM

Fontes: Fato Amazônico — https://fatoamazonico.com.br/com-tecnologia-e-inovacao-salas-multisense-estimulam-o-desenvolvimento-de-criancas-autistas-nos-caics-tea/

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