O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que notificou previamente 725 propriedades rurais no Amazonas sobre o risco elevado de propagação do fogo, em 14 de outubro. Segundo o órgão, as equipes passaram a percorrer esses locais para verificar se as determinações de controle das chamas foram cumpridas. Parte dos infratores já foi autuada por descumprimento das medidas.
A fiscalização integra uma força-tarefa de contenção e repressão aos incêndios, com atuação concentrada em cidades como Autazes, Careiro da Várzea, Parintins e Itacoatiara. Conforme o Ibama, essas são áreas classificadas como críticas, de onde sai boa parte da fumaça que chega a Manaus e prejudica a saúde da população.
Fogo de origem humana
O presidente do Ibama, Jair Schmitt, afirmou que os incêndios no Amazonas não acontecem de forma natural, nem mesmo diante da estiagem severa e do fenômeno El Niño. De acordo com ele, a maioria absoluta dessas queimadas parte da ação humana. Schmitt disse que alguém ateou fogo por diferentes motivos, entre eles o propósito criminoso de degradar a floresta e firmar áreas desmatadas, muitas delas voltadas à pecuária.
O dirigente declarou que “a floresta está mais seca” e, por isso, queima com mais facilidade. Segundo ele, é preciso reforçar o enfrentamento ao fogo criminoso para impedir novas ignições e, assim, conter os incêndios.
As notificações foram enviadas antes do avanço mais recente das queimadas no estado, ainda conforme o instituto. Com as vistorias em curso, o Ibama checa em campo se as propriedades atenderam às exigências de controle do fogo e autua as que não seguiram as orientações.
De acordo com o instituto, as chamas têm sido usadas de maneira deliberada como estratégia para converter trechos de floresta em pastagens ou lavouras e para consolidar o desmatamento ilegal no estado. O Ibama sustenta que a destruição provocada pelas queimadas resulta desse uso criminoso do fogo.
Conforme o órgão, o trabalho conjunto das equipes de fiscalização do estado e da União tem o objetivo de localizar os responsáveis e cobrar as punições devidas, além de evitar que novos focos ilegais apareçam.
Sanções previstas
Quem provocar incêndios florestais está sujeito a sanções rigorosas previstas na legislação ambiental, segundo o Ibama. As multas administrativas ficam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil para cada hectare queimado ou fração. As propriedades e áreas atingidas são embargadas imediatamente, o que impede qualquer uso ou exploração econômica.
Também está prevista a apreensão de máquinas e equipamentos empregados no crime ambiental. Os responsáveis podem responder criminalmente, com possibilidade de pena de reclusão, de acordo com o instituto.
Foto: Divulgação
Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/14/ibama-notifica-725-propriedades-rurais-para-evitar-avanco-de-queimadas-no-amazonas.ghtml




