O conselho de supervisão da Meta informou nesta terça-feira, 20 de outubro, que encontrou “falhas recorrentes de aplicação” no modo como a empresa modera conteúdos ligados à eleição presidencial brasileira e às eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos. Conforme o órgão, restrições de ordem técnica atingiram as contas de um candidato à Presidência no Brasil, o que deu origem a alegações de interferência no pleito.
A manifestação veio um dia depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigir, na segunda-feira, 19 de outubro, que a Meta comprovasse em 24 horas isonomia no tratamento dado aos dois presidenciáveis. O segundo turno está marcado para 25 de outubro e opõe o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O que o conselho apontou
No caso norte-americano, o conselho de supervisão registrou a retirada de perfis de ativistas políticos durante protestos realizados antes da votação de meio de mandato. Para o órgão, a Meta ainda tem trabalho a fazer para que a fiscalização em períodos eleitorais seja previsível e transparente, de modo que a manifestação política seja preservada em vez de limitada.
A Meta rejeita a ideia de que tenha agido para beneficiar qualquer um dos lados no Brasil. A companhia já havia sustentado que anúncios da campanha de Lula saíram do ar por erro, em razão de problemas técnicos registrados também fora do país.
O que isso significa para o eleitor
A distinção central está entre o diagnóstico do conselho de supervisão e a determinação do TSE. O conselho é um órgão de análise da própria Meta e apontou falhas de aplicação; já o TSE cobrou da empresa, com prazo de 24 horas, comprovação de tratamento igualitário entre os candidatos. O material recebido não informa se a Meta apresentou essa comprovação nem qual foi o resultado da análise do tribunal.
O episódio também não equivale a uma conclusão de que houve interferência eleitoral. O conselho fala em alegações de interferência surgidas a partir das restrições técnicas, e a empresa nega favorecimento. A votação do segundo turno está prevista para 25 de outubro.
Foto: Reprodução/DW Brasil
Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/conselho-da-meta-admite-falhas-recorrentes-que-afetam-eleições/live-78393402?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf




