Aeroporto de Manaus prepara operação de cargas para a seca de 2026

Terminal de cargas acompanha demanda e dialoga com companhias e órgãos públicos para avaliar alternativas logísticas durante a estiagem no Amazonas.

Terminal de cargas acompanha demanda e dialoga com companhias e órgãos públicos para avaliar alternativas logísticas durante a estiagem no Amazonas.
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O terminal de cargas do aeroporto de Manaus está se preparando para a estiagem no Amazonas. A concessionária que administra o Manaus Airport Cargo, a Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, da rede VINCI Airports, quer ampliar a capacidade de resposta caso a baixa dos rios altere a logística regional.

O trabalho prevê monitorar a procura, verificar se há estrutura para absorver operações extras e manter conversas com companhias aéreas, empresas cargueiras, agentes de carga, importadores e órgãos públicos. A intenção é mapear necessidades durante a seca e estudar saídas para que o fluxo de mercadorias não pare.

Combinação de modais

Dependendo do que a navegabilidade permitir e das exigências de cada operação, o transporte aéreo pode ser somado ao rodoviário e ao fluvial. O modal aéreo tende a ser acionado quando a urgência for maior, mas isso depende de haver disponibilidade operacional e condições logísticas viáveis.

Representantes do terminal de cargas têm participado de conversas com integrantes da cadeia logística amazonense. Uma delas foi o encontro “Soluções para a Estiagem de 2026: Operações Logísticas e Aduaneiras”, organizado pelas Comissões de Logística e de Comércio Exterior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM).

O evento ocorreu no início de outubro e colocou frente a frente representantes dos setores portuário, aeroportuário e aduaneiro. A ideia era debater saídas para os efeitos da estiagem, levando em conta o que a indústria precisa e a articulação entre os diferentes modais de transporte.

Capacidade e histórico

Luciana Procoro, gerente-geral de cargas da VINCI Airports para os aeroportos da Amazônia, afirma que o preparo depende de planejamento e de cooperação entre os envolvidos. Segundo ela, o trabalho abrange alinhar processos, acompanhar a capacidade operacional e ficar próximo da indústria e dos parceiros logísticos, de modo a dar mais previsibilidade às operações.

O Manaus Airport é um dos principais hubs aéreos da Região Norte. Pelo terminal passam, a cada ano, cerca de 3 milhões de passageiros com destino a cidades do Brasil e do exterior. Conforme a concessionária, a estrutura de cargas consegue movimentar mais de 300 mil toneladas ao mesmo tempo.

Na área ambiental, o aeroporto recebeu reconhecimento do programa Green Airport, da Airports Council International – Latin America and Caribbean (ACI-LAC). Em 2025, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) o apontou como o mais sustentável do Brasil no eixo sociedade, dentro da sua categoria, de acordo com a concessionária. Desde 2022, o aeroporto é administrado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia, integrante da rede VINCI Airports.

Foto: Reprodução/Imediato Online

Fontes: Imediato Online — https://imediato.ncnews.com.br/2026/10/22/aeroporto-manaus-seca/

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