“Terra de Sal” estreia em Manaus com sessões gratuitas e acessibilidade

Solo do Grupo Fome tem apresentações em 23 e 28 de novembro, com audiodescrição e Libras; entrada é gratuita e classificação é de 16 anos.

Solo do Grupo Fome tem apresentações em 23 e 28 de novembro, com audiodescrição e Libras; entrada é gratuita e classificação é de 16 anos.
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O espetáculo solo “Terra de Sal”, do Grupo Fome, estreia em 23 de novembro, às 20h, no Teatro Américo Alvarez, na avenida Ramos Ferreira, nº 1572, Centro de Manaus. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 16 anos.

Com atuação e dramaturgia de Sahel Oliveira e direção artística de Henrique Campelo, a montagem se passa num circo em decadência, sob o comando de um empresário autoritário, e usa essa situação para tratar de preconceito, discriminação e exclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes.

Segunda sessão e acessibilidade

Além da estreia, haverá uma segunda apresentação em 28 de novembro, também às 20h, na Casa Teatro Taua-Caá, na rua Santa Eliana, nº 19, bairro Santa Etelvina, zona norte de Manaus. As duas sessões têm entrada gratuita, conforme a produção.

A produção informa que as apresentações contarão com audiodescrição, interpretação em Libras, consultoria e mediação de acessibilidade, com o objetivo de ampliar o acesso de diferentes públicos. Para o leitor que precisa desses recursos, a informação é relevante porque eles estão previstos para o espetáculo, e não apenas para atividades paralelas.

Origem da montagem

Segundo o texto de origem, “Terra de Sal” surgiu de pesquisa acadêmica de Sahel Oliveira e Henrique Campelo sobre a representatividade de pessoas com deficiência e neurodivergentes nas artes. Durante quatro anos, Sahel pesquisou por que esses profissionais raramente ocupam posições de destaque e ligou o assunto à sua própria trajetória como artista autista.

A dramaturgia retoma referências dos chamados circos de horrores, em que pessoas com traços físicos tidos como incomuns eram mostradas ao público como atrações. Entre as influências citadas estão o Movimento Pânico, associado a Fernando Arrabal, Alejandro Jodorowsky e Roland Topor, e o teatro de horror francês Grand-Guignol. A montagem usa elementos do grotesco, do absurdo e do horror para propor reflexões sobre exploração, preconceito e exclusão social.

O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Amazonas 2026), por meio do Edital de Multilinguagens, com financiamento do Ministério da Cultura e execução da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

Foto: Henrique Campelo/Reprodução Fato Amazônico

Fontes: Fato Amazônico — https://fatoamazonico.com.br/espetaculo-gratuito-terra-de-sal-estreia-em-manaus-com-reflexao-sobre-preconceito-e-exclusao/

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