Termoplásticos faturam R$ 17,7 bi no PIM e puxam vendas para fora do AM

Subsetor cresceu cerca de 33% de janeiro a agosto ante 2025, mas 86% das vendas vão ao mercado nacional e 59% dos insumos são importados, aponta a Suframa.

Subsetor cresceu cerca de 33% de janeiro a agosto ante 2025, mas 86% das vendas vão ao mercado nacional e 59% dos insumos são importados, aponta a Suframa.
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O subsetor de termoplásticos do Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou aproximadamente R$ 17,7 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, contra R$ 13,3 bilhões no mesmo período de 2025, segundo o caderno de indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O crescimento nominal ficou próximo de 33%, e o segmento responde por cerca de 10,7% do faturamento do polo, entre os cinco maiores na classificação da autarquia.

Os números foram divulgados em reportagem do g1 Amazonas publicada em 22 de outubro. O texto destaca que o termoplástico é um segmento menos visível ao consumidor do que motocicletas, celulares e televisores, mas com conexões com diversas atividades industriais.

O que o faturamento mostra e o que não mostra

A própria Suframa, conforme a reportagem, recomenda cautela na leitura do resultado. Até agosto, cerca de 86% do faturamento do subsetor estava classificado como destinado ao mercado nacional, aproximadamente 14% ao regional e menos de 0,1% ao exterior. Do lado das compras, cerca de 59% do valor dos insumos tinha origem estrangeira.

Essa distribuição indica que a expansão industrial local pode favorecer fornecedores, mas a sustentação do setor depende também da capacidade de disputar clientes em outras regiões do país. A reportagem ressalva que os dados agregados não separam efeitos de preço, volume vendido e mudança na composição dos produtos, de modo que o crescimento do faturamento não equivale necessariamente a aumento na quantidade produzida.

O texto também diferencia os períodos e as medidas: a estatística nacional do Perfil Abiplast 2026 retrata produção física de 2025, enquanto o dado de Manaus é de faturamento nos oito primeiros meses de 2026. Segundo a associação, a produção brasileira de transformados plásticos chegou a cerca de 7,6 milhões de toneladas em 2025, alta de 1,3%, com importações avançando 20% em volume.

Conexões com outras indústrias

Entre janeiro e agosto, a produção de motocicletas, motonetas e ciclomotores avançou cerca de 10,8%; a de celulares, 9,2%; e a de micro-ondas, 16,8%, conforme a Suframa. Em análise divulgada em setembro, o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) apontou que o segmento de duas rodas operava perto da capacidade máxima, com mercado firme, e destacou o desempenho de informática e eletrônicos.

A reportagem pondera que esses resultados oferecem explicação plausível para parte das oportunidades dos fornecedores, mas não permitem calcular quanto cada atividade contribuiu para a expansão dos termoplásticos.

O texto cita ainda empresas do setor em Manaus: a Masa Molds & Plastics, fundada em 1978 e atuante na transformação de termoplásticos para duas rodas, eletrônicos e linha branca; a Tutiplast, com mais de 30 anos, que desenvolve biocompósitos com fibras amazônicas como ouriço da castanha e curauá, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam); e a Halboor, que recebe plásticos de cooperativas e empresas, faz moagem na capital e encaminha parte do material para São Paulo.

Foto: Divulgação/Suframa

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/amazonia-negocios/noticia/2026/10/22/a-forca-dos-termoplasticos-na-industria-de-manaus.ghtml

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