Suspensão do Passe Livre Estudantil: Sinetram cobra repasses e governo nega dívida de 2026

Recargas do benefício foram suspensas em Manaus; sindicato cobra valores de 2025 e o governo afirma que pagamentos deste ano estão em dia.

Recargas do benefício foram suspensas em Manaus; sindicato cobra valores de 2025 e o governo afirma que pagamentos deste ano estão em dia.
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O Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas) suspendeu novas recargas do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual em Manaus, conforme comunicado feito na segunda-feira (2) pela plataforma “Cadê Meu Ônibus”. Nesta terça-feira (3), o sindicato voltou a cobrar do Governo do Amazonas valores que considera pendentes.

O governo estadual afirma que os repasses de 2026 estão quitados e que a cobrança do sindicato se refere a uma dívida de 2025, em discussão na Justiça. O impasse foi tema de audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) em 26 de outubro, encerrada sem acordo, segundo ata obtida pela Rede Amazônica.

O que muda para o estudante

Segundo o Sinetram, o cálculo do benefício leva em conta os dias letivos de cada mês. A solicitação precisa ser refeita pelo aluno no começo de todo período para que os créditos sejam liberados. Com as recargas paradas, os estudantes da rede estadual não recebem novos créditos, mas quem ainda tem saldo no cartão pode seguir usando as passagens que restam.

A suspensão foi comunicada horas antes da manifestação do sindicato. A entidade alega que as empresas não têm como bancar as passagens sem os valores do governo. O presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, disse que a ausência de pagamentos calculados pela tarifa técnica prejudica o caixa das empresas e coloca em risco a manutenção da gratuidade estudantil.

Versão do governo e a disputa judicial

O governador Roberto Cidade declarou, em redes sociais na noite de segunda-feira (2), que os pagamentos de 2026 estão em dia e que mais de R$ 27 milhões foram repassados ao sindicato neste ano. Ele citou o pagamento de uma parcela de R$ 3 milhões em 23 de outubro e afirmou que vai recorrer à Justiça contra a postura da entidade que representa as empresas.

Segundo a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a disputa judicial envolve o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e o Sinetram. O Estado contesta a cobrança de cerca de R$ 250 milhões pelo serviço prestado no primeiro semestre de 2025, alegando falta de comprovação dos custos. O governo também sustenta que a gestão do transporte coletivo é responsabilidade da Prefeitura de Manaus e acusa o Sinetram de tentar transferir custos ao Estado.

O sindicato também levou a situação à Prefeitura de Manaus, que responde pelo transporte coletivo, pedindo que o município adote providências diante do aperto financeiro das empresas. O espaço segue aberto para manifestação das partes citadas.

Foto: Lucas Macedo/g1

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/11/03/passe-livre-estudantil-sindicato-cobra-divida-do-governo-e-estado-afirma-que-repasses-estao-em-dia.ghtml

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