Psicóloga aponta sinais de que o luto exige ajuda e orienta como acolher

Em Manaus, especialista explica quando a dor da perda deixa de ser saudável e dá orientações práticas para familiares e amigos apoiarem quem está enlutado.

Em Manaus, especialista explica quando a dor da perda deixa de ser saudável e dá orientações práticas para familiares e amigos apoiarem quem está enlutado.
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No Dia de Finados, lembrado nesta segunda-feira (2), a psicóloga Júlia Soutello orientou que o luto não se limita aos dias seguintes ao velório e que datas comemorativas e rituais continuam a ter papel na reorganização emocional de quem perdeu alguém. A orientação foi dada em entrevista à Rede Amazônica, segundo o g1 Amazonas.

Segundo a especialista, a dor da perda é individual e não tem prazo fixo para desaparecer, mas há um limite saudável: o sinal de alerta aparece quando o sofrimento passa a atrapalhar a rotina, o trabalho e o convívio. Nesse momento, conforme Júlia Soutello, é recomendado buscar ajuda psicológica.

Como familiares e amigos podem ajudar

A psicóloga orienta que pessoas próximas mantenham a proximidade e evitem deixar o enlutado isolado por longos períodos. A recomendação é tratar o assunto com cuidado e, sem pressionar, repetir convites para uma caminhada, uma saída ou uma refeição compartilhada, garantindo acolhimento mesmo que a pessoa não queira conversar sobre a perda.

Outra orientação é ajudar em tarefas concretas do dia a dia e estimular, aos poucos, a volta às atividades habituais, o que, segundo a especialista, contribui para reconectar a pessoa à realidade. Se o retraimento e o sofrimento continuarem a ponto de travar a rotina, os mais próximos devem ajudar o familiar ou amigo a entender a importância de procurar acompanhamento terapêutico especializado.

O que observar

A distinção feita pela psicóloga é entre a dor natural da perda, que pode reaparecer em datas como o Finados e as festas de fim de ano, e um quadro que exige atenção: aquele em que o sofrimento impede o desejo de viver e o cumprimento das atividades do cotidiano. A especialista não estabelece prazo fixo para o luto terminar, e sim um critério de funcionamento — a paralisação da rotina — como indicativo de que é hora de buscar apoio psicológico.

O material recebido não informa endereços, canais de atendimento ou custos de serviços de apoio psicológico em Manaus. A orientação registrada na entrevista é buscar suporte terapêutico especializado quando a dor passa a paralisar a vida cotidiana.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/11/02/dia-dos-finados-psicologa-explica-quando-luto-deixa-de-ser-saudavel-e-exige-atencao.ghtml

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