Prosamin+ já reassentou mais de 3 mil famílias em Manaus; 336 unidades estão em obras

Programa executado pela UGPE/Sedurb retirou famílias de áreas de risco de alagação; novas moradias mudaram a rotina das crianças, dizem moradoras.

Programa executado pela UGPE/Sedurb retirou famílias de áreas de risco de alagação; novas moradias mudaram a rotina das crianças, dizem moradoras.
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O Prosamin+ retirou de áreas sujeitas a alagamento, em Manaus, mais de 3 mil famílias até o momento, conforme o Fato Amazônico publicou em 26 de outubro. A execução cabe à Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb).

Quem foi atendido recebeu unidades habitacionais ou alternativas de moradia, entre elas indenização e Bônus Moradia, modalidade de compra assistida. Dois conjuntos citados ficam na zona sul: o Residencial Maués e o Parque Residencial General Rodrigo Otávio.

O que o programa entrega e o que está em obras

Conforme o secretário da Sedurb, Júlio Langbeck, o Parque Residencial General Rodrigo Otávio recebeu 32 unidades em 2023, e o Residencial Maués, 72 em 2025. Ele informou ainda que há 336 unidades em construção neste momento, assim distribuídas: 176 na Comunidade da Sharp e 160 no bairro Betânia.

Langbeck também afirmou que titular as moradias no nome das mulheres reforça a garantia jurídica do imóvel e a proteção da família, sobretudo quando elas sustentam a casa. O material recebido não traz os critérios de seleção das famílias nem prazos para concluir as obras em andamento.

Rotina das crianças após a mudança

Moradoras contam que a vida dos filhos mudou com o reassentamento. Ana Carolina Sevalho, 43 anos, que morou mais de 30 anos na Comunidade da Sharp, diz que as crianças hoje brincam sem o risco de antes e que o residencial está próximo de escolas e de um posto de saúde. João Miguel, 10 anos, filho dela, recorda que na antiga casa havia muita lama e que não podia sair.

Vanessa Oliveira, 31 anos, mãe de três filhos e moradora da Sharp por mais de 13 anos, relata que, antes, as crianças ficavam só dentro de casa por falta de espaço e que, no residencial, conseguem jogar bola até à noite. Segundo o texto, a chuva preocupava as famílias das comunidades Manaus 2000, na zona sul, e Sharp, na zona leste, pelo risco de alagamento e pela lama nas áreas onde viviam.

Foto: Paula Pessoa/UGPE

Fontes: Fato Amazônico — https://fatoamazonico.com.br/mes-das-criancas-moradia-segura-transforma-a-rotina-dos-pequenos-que-integram-familias-reassentadas-pelo-prosamin/

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