Professora de Manaus coordena observatório da seca premiado em 2026

Thaini Alves, formadora de Geografia da rede municipal, coordena na Reserva do Tupé o Observatório da Estiagem, que monitora a seca do Rio Negro com estudantes.

Thaini Alves, formadora de Geografia da rede municipal, coordena na Reserva do Tupé o Observatório da Estiagem, que monitora a seca do Rio Negro com estudantes.
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A professora Thaini Maiara Pereira Alves, 32 anos, atua como formadora de Geografia na Secretaria Municipal de Educação de Manaus e coordena, desde 2025, o Observatório da Estiagem na Escola Municipal São João, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé. Segundo a educadora relatou em entrevista ao Fato Amazônico, o projeto reúne estudantes no monitoramento da seca do Rio Negro, combinando conhecimentos tradicionais e recursos científicos acessíveis.

Nascida em Alta Floresta D’Oeste, no interior de Rondônia, ela conta que chegou a Manaus aos 16 anos para continuar os estudos, diante das dificuldades de acesso ao ensino superior em sua cidade natal. Formou-se em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), fez mestrado em Ensino de Geografia na Universidade de Brasília (UnB) e é doutoranda pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

O prêmio e o que ele distingue

Conforme a entrevista, o Observatório da Estiagem conquistou em 2026 o primeiro lugar nacional e estadual no Prêmio Educador Transformador, na categoria Inclusão e Sustentabilidade na Educação. O reconhecimento, segundo a professora, fortalece o desejo de ampliar a iniciativa e demonstrar que a ciência também pode ser produzida nas comunidades.

A distinção premiada é a de um projeto escolar de monitoramento da seca conduzido com estudantes do Tupé, e não um levantamento oficial de dados sobre o nível do Rio Negro. O material recebido não detalha a metodologia, o número de alunos envolvidos nem a periodicidade das medições.

Trajetória e prática em escolas ribeirinhas

Thaini relata que iniciou a docência no estágio da graduação, quando assumiu sozinha uma turma na Escola Estadual Vicente Schettini. Mais tarde, o trabalho em escolas ribeirinhas do Amazonas trouxe novos desafios, como estudantes que chegavam ao nono ano sem nunca terem tido aulas de Geografia, além de dificuldades de infraestrutura e de acesso à internet.

Essa experiência, de acordo com ela, orientou a pesquisa de mestrado profissional na UnB, voltada ao ensino de componentes físico-naturais para estudantes ribeirinhos do Rio Amazonas. A professora afirma que passou a desenvolver propostas pedagógicas que relacionam os conteúdos de Geografia ao cotidiano das comunidades.

Na mensagem final da entrevista, ela defende que os professores registrem e compartilhem suas práticas e mostrarem à sociedade a qualidade da educação produzida em Manaus e no Amazonas.

Foto: Reprodução/Fato Amazônico

Fontes: Fato Amazônico — https://fatoamazonico.com.br/vozes-da-educacao-de-manaus-thaini-alves/

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