Poluição do ar leva Parintins e Itacoatiara a suspender aulas presenciais

Municípios do interior do AM suspenderam aulas nesta terça-feira (3) por causa da qualidade do ar crítica; Parintins reavalia retorno à tarde.

Municípios do interior do AM suspenderam aulas nesta terça-feira (3) por causa da qualidade do ar crítica; Parintins reavalia retorno à tarde.
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Parintins e Itacoatiara, no interior do Amazonas, decidiram nesta terça-feira (3) manter as escolas públicas fechadas para os alunos, conforme o g1 Amazonas. A justificativa apresentada é a poluição do ar, que colocou em risco a saúde de quem frequenta as unidades de ensino.

Na cidade de Parintins, a prefeitura acompanha a evolução da fumaça durante a manhã e só então definirá se as turmas voltam à tarde. Em Itacoatiara, o mesmo tipo de decisão foi tomado quando os medidores ambientais passaram a indicar alerta.

Os índices registrados

O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), mantido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontou 176,9 microgramas de partículas por metro cúbico (µg/m³) em Parintins por volta das 7h — patamar que o sistema chama de “péssimo”. Já Itacoatiara ficou em 53,7 µg/m³, faixa rotulada como “ruim”.

Para o Selva, o ar é bom quando a medição fica entre 0 e 25 µg/m³. A partir daí, a escala sobe por etapas até o nível mais crítico. O painel do sistema ainda mostrava Barreirinha com 226,2 µg/m³, Boa Vista do Ramos com 120,2 µg/m³ e Urucurituba com 51,3 µg/m³.

Estiagem e queimadas no estado

O governo estadual contabilizava, até domingo (1º), 47 cidades amazonenses em emergência e 15 em alerta em razão da seca, com cerca de 146.425 famílias atingidas, segundo o g1 Amazonas. O enfrentamento ao fogo e à estiagem é feito em conjunto com a União.

A operação reúne aproximadamente 1,5 mil pessoas, entre bombeiros militares e brigadistas, e 18 aeronaves — 16 federais e duas estaduais. O conjunto inclui oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.

Pelo programa Floresta em Pé, o estado contratou mais 153 brigadistas florestais. As frentes de trabalho abrangem fiscalização ambiental, acompanhamento de incêndios e repasse de veículos e equipamentos. Também foi vedado o uso do fogo em todo o território amazonense por 120 dias, salvo exceções legais, e decretada emergência de 180 dias nas áreas atingidas por incêndios e em todo o estado por causa da seca.

Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/11/03/ar-pessimo-e-risco-a-saude-levam-municipios-do-amazonas-a-suspender-aulas-nas-escolas.ghtml

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