PF faz 2ª fase da Gatekeeper em Manaus e Coari e bloqueia até R$ 31 milhões

Operação apura envio de drogas pelo aeroporto Eduardo Gomes e lavagem com bets e fintechs; duas prisões preventivas foram cumpridas nesta quinta-feira.

Operação apura envio de drogas pelo aeroporto Eduardo Gomes e lavagem com bets e fintechs; duas prisões preventivas foram cumpridas nesta quinta-feira.
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) a segunda fase da Operação Gatekeeper, que apura o uso de voos comerciais para levar drogas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, e a lavagem do dinheiro obtido com o crime. A ação passou por Manaus e por Coari, no interior do Amazonas.

Dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão foram cumpridos. A Justiça Federal ainda autorizou o sequestro de oito veículos e o bloqueio de ativos dos investigados até o teto de R$ 31 milhões, além de afastar o sigilo sobre dados bancários, fiscais e telemáticos de 15 pessoas físicas e jurídicas.

Como o dinheiro era movimentado

De acordo com a Polícia Federal, o grupo se valia de contas de terceiros, empresas de fachada e plataformas digitais para girar quantias elevadas e esconder de onde vinha o dinheiro. Conforme o g1 Amazonas, houve uso intensivo de fintechs e casas de apostas (bets), com contas de mesma titularidade, saques em espécie e posterior conversão dos valores em veículos de luxo.

Ainda segundo o g1 Amazonas, o fluxo financeiro seguiu em operação de agosto de 2025 a março de 2026, mesmo depois das prisões da primeira etapa. A PF identificou novos suspeitos, entre eles pessoas que atuavam no transporte das drogas e na organização da logística de compra de passagens aéreas.

O que já foi apurado e o que ainda será definido

As investigações começaram em dezembro de 2024, quando um passageiro foi preso em flagrante com cerca de 18 quilos de maconha em um voo que partiu de Manaus. Em março de 2025, a primeira fase da Gatekeeper identificou ao menos 13 remessas que somaram cerca de 150 quilos de maconha; quatro integrantes do grupo foram presos e indiciados, incluindo um servidor da própria PF, posteriormente condenado pelos fatos investigados.

Nesta segunda fase, a PF aponta que os investigados podem ser enquadrados em tráfico, associação ao tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com agravantes possíveis pelo envio interestadual de entorpecentes e pela participação de agente público. As responsabilidades individuais deverão ser definidas no decorrer do processo, e as acusações devem ser tratadas como suspeitas até a conclusão.

A distinção entre as etapas é relevante para o leitor: a condenação já registrada se refere ao servidor da PF preso na primeira fase, em março de 2025. As duas prisões preventivas desta quinta-feira são medidas cautelares contra novos suspeitos, cuja identidade não foi divulgada, e não equivalem a condenação. O bloqueio de até R$ 31 milhões também é uma medida judicial de constrição patrimonial, não a confirmação de que esse valor tenha sido desviado.

O g1 Amazonas informou que a PF não divulgou a identidade dos suspeitos. O espaço segue aberto para manifestação das defesas.

Foto: Reprodução/Portal CM7

Fontes: Portal CM7 — https://www.cm7brasil.com/noticias/policia/saiba-o-que-a-pf-encontrou-na-casa-de-empresarios-em-esquema-que-movimentou-mais-de-r-31-milhoes-do-trafico-de-drogas-no-am/; G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/29/dupla-e-presa-em-acao-da-pf-contra-grupo-que-usava-aeroporto-no-am-para-enviar-drogas-e-lavar-dinheiro-em-bets.ghtml

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