Outubro de 2026 foi o pior mês de outubro em queimadas no Pará desde 2003. A conclusão é do engenheiro Maycon Castro (@eng.mayconcastro), que publicou no Instagram um levantamento com dados do INPE e do serviço europeu Copernicus.
Segundo a publicação, o Pará registrou 12.404 focos de calor em um único mês, o que representa 52% de todos os focos detectados na Amazônia, somando os nove países da região.
O que os dados mostram
De acordo com o levantamento divulgado por Maycon Castro:
- o Pará teve mais de cinco vezes os focos do Amazonas, segundo colocado no ranking;
- o número de outubro é 3,4 vezes o registrado em outubro de 2025;
- só outubro concentrou 52% de todos os focos do ano no estado;
- 134 dos 144 municípios paraenses registraram focos, com Uruará, São Félix do Xingu e Altamira na liderança;
- mais da metade dos focos ocorreu em áreas mapeadas como floresta, e 35% em pastagens.
Fumaça além das fronteiras
“A fumaça não fica onde o fogo começa”, escreveu o engenheiro. Segundo a publicação, em 22 dos 31 dias de outubro o ar do Pará ficou acima do limite diário recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para partículas finas (PM2,5).
Ainda conforme o post, os ventos levaram a fumaça para longe: Rondônia teve o ar mais poluído da Amazônia mesmo com poucos focos próprios, e a fumaça chegou até os Andes peruanos.
O que é foco de calor
A publicação ressalta que foco de calor é um ponto de fogo detectado por satélite. “Ele não equivale a um incêndio nem mede a área queimada”, explica o texto.
Os dados têm como fonte o INPE (satélite de referência) e o CAMS/Copernicus, com processamento da Plataforma ORA, e vão até 31 de outubro de 2026. Os gráficos estão no post original:
Fonte: Maycon Castro (@eng.mayconcastro) / Instagram — publicação original.





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