O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou em 28 de outubro, durante o programa ‘Bom Dia, Ministro’, que a participação da população é central no combate aos incêndios florestais que atingem o Pará e o Amazonas. Segundo ele, a maioria dos focos tem origem humana, e sem colaboração da sociedade a contenção do fogo fica muito difícil.
Capobianco disse que é preciso conscientizar as pessoas de que o fogo destrói o meio ambiente e prejudica gravemente a saúde. Ele pediu que a população pare de colocar fogo e denuncie quem pratica a ação, sob risco de o cenário se agravar.
O que o ministro atribui ao governo federal
Ao tratar do Pará, o ministro informou que a Casa Civil convocou a sala de situação para tratar especificamente daquele estado, após o Amazonas já ter sido tema do colegiado. Segundo ele, agentes do Ibama extinguiram 114 grandes incêndios florestais no Pará.
O governo federal deslocou seis aeronaves, dois helicópteros, 25 veículos terrestres de grande capacidade e quase 500 brigadistas do Ibama e do ICMBio, que atuam com o Corpo de Bombeiros. Ainda conforme Capobianco, cerca de R$ 45 milhões foram transferidos ao Corpo de Bombeiros para a situação no Pará.
O ministro disse que o cenário segue de dificuldade e que, no Pará, milhares de focos de calor passaram a ocorrer simultaneamente, o que complicou a operação. Ele afirmou que as investigações continuam, que a Polícia Federal enviou equipes ao estado e que os identificados serão punidos.
Manaus e a prevenção para 2027
Questionado sobre ações federais para evitar que Manaus enfrente problemas com incêndios e qualidade do ar em 2027, Capobianco respondeu que a questão deve ser tratada de forma permanente. Ele citou como referência o método usado para reduzir o desmatamento e disse que a prioridade será ampliar a capacidade de identificar e reprimir o incêndio criminoso, com uso de tecnologia.
O ministro mencionou que o INPE recebeu recursos do Fundo Amazônia para aprimorar seu sistema de monitoramento e tornar a detecção mais precisa. Também defendeu que proprietários rurais assumam responsabilidade sobre suas áreas, com brigadistas, ações preventivas e equipamentos, argumentando que o incêndio apagado no início é controlável, enquanto o de grande dimensão é muito mais difícil de conter.
Capobianco citou a Lei do Manejo Integrado do Fogo, aprovada em 2024 e implantada a partir de 2025, como avanço por prever articulação com estados, municípios e proprietários rurais. Segundo ele, a capacitação começou pelos corpos de bombeiros dos estados da Amazônia e do Cerrado.
Como contexto, o ministro já havia afirmado, em entrevista coletiva em 16 de outubro, que incêndios criminosos no Amazonas eram investigados e que prisões poderiam ocorrer, conforme mostrou o Politiza Amazonas. Na fala de 28 de outubro, ele relacionou o agravamento das queimadas ao aquecimento global e ao El Niño, que reduzem a umidade das florestas, e afirmou que os dados indicam que grande parte dos focos não é acidental.
Foto: Reprodução/Amazon Sat
Fontes: Portal Amazônia — https://portalamazonia.com/meio-ambiente/ministro-populacao-incendios/; Politiza Amazonas — Ministro aponta incêndios criminosos no AM e diz que prisões podem ocorrer





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