Ministério da Saúde monitora impacto das queimadas no SUS do Amazonas

Pasta identifica 12 municípios que precisam de apoio na saúde e avalia consumo de oxigênio; governo do AM decretou emergência em 36 cidades.

Pasta identifica 12 municípios que precisam de apoio na saúde e avalia consumo de oxigênio; governo do AM decretou emergência em 36 cidades.
Compartilhe esta notícia

O Ministério da Saúde acompanha os efeitos das queimadas sobre a saúde da população do Amazonas e sobre a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. A atuação ocorre após o governo estadual decretar situação de emergência em 36 municípios, em 10 de outubro, por causa dos incêndios florestais, conforme informou a Agência Brasil em 16 de outubro.

Segundo a pasta, a ação é feita em conjunto com o governo do Amazonas e com as prefeituras das cidades atingidas pela estiagem severa, pelo fogo e pela fumaça. O trabalho inclui visitas técnicas e apoio à gestão local, com o objetivo de manter o abastecimento de insumos essenciais à assistência à saúde.

Municípios e grupos prioritários

Até o momento, o ministério identificou 12 municípios que necessitam de algum tipo de suporte nos serviços de saúde. O acompanhamento dá atenção especial a crianças, idosos, gestantes e portadores de doenças preexistentes. Também são considerados os riscos da exposição à fumaça, capaz de agravar quadros respiratórios e cardiovasculares.

A situação de emergência no Amazonas foi formalizada pelo Decreto Estadual nº 55.751, de 10 de outubro, com validade de 180 dias, como o Politiza Amazonas informou. A medida abrange Manaus, Maués, Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Autazes, Tefé, Humaitá e Lábrea, entre outros municípios.

Oxigênio e apoio federal

O Ministério da Saúde avalia o consumo de oxigênio nos territórios, incluindo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Pela lógica de descentralização do SUS, cabe ao gestor local administrar a rede de saúde, o que inclui compra, controle de estoques e logística de insumos e medicamentos. Em situações de calamidade que coloquem vidas em risco, no entanto, o ministério pode garantir o fornecimento de itens como cilindros de oxigênio, por meio de compra emergencial ou de apoio logístico das Forças Armadas.

Em paralelo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mantém operações de prevenção e combate aos incêndios. O órgão enviou 290 brigadistas federais ao estado e conta com aeronaves para ampliar as ações. O governo federal mobilizou dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, em operação desde 13 de outubro, além de quatro aviões air tractor e dois helicópteros.

Conforme dados do Ministério do Meio Ambiente divulgados em 14 de outubro, o Ibama extinguiu 303 focos de incêndio no Amazonas. Já o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) informou que o Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon) recebeu R$ 45 milhões do governo federal desde 2024 para equipar o Corpo de Bombeiros Militar, com compra de viaturas, equipamentos de segurança e montagem de bases de operação.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fontes: Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-10/governo-monitora-saude-de-amazonenses-em-locais-afetados-por-queimadas

Compartilhe esta notícia