Manaus segue líder em poluição no país, com AQI 148 nesta sexta

Índice da IQAir às 6h20 colocava a capital em 1º no ranking nacional; Selva/UEA apontava níveis entre moderado e péssimo em pontos da cidade e do interior.

Índice da IQAir às 6h20 colocava a capital em 1º no ranking nacional; Selva/UEA apontava níveis entre moderado e péssimo em pontos da cidade e do interior.
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Manaus registrava Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 148 por volta das 6h20 desta sexta-feira (30), segundo a plataforma global IQAir, o que mantinha a capital amazonense no primeiro lugar do ranking das cidades mais poluídas do Brasil. O patamar é classificado como prejudicial para grupos sensíveis, ainda que represente melhora em relação aos picos mais severos de fumaça registrados recentemente.

O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também indicava qualidade do ar entre “ruim” e “moderada” em diferentes pontos da capital. Em uma das estações de monitoramento, no bairro Morro da Liberdade, a concentração de partículas chegou a 55,1 µg/m³.

Como ler os índices

As duas medições não são diretamente comparáveis. O AQI de 148 é um índice sintético divulgado pela IQAir, que reúne a poluição em uma escala de classificação. Já o Selva trabalha com a concentração de partículas medida em microgramas por metro cúbico (µg/m³): segundo o sistema da UEA, o ar é considerado bom quando essa concentração fica entre 0 e 25 µg/m³, e acima desse nível os índices passam por classificações que vão de moderada a péssimo.

Por isso, o número de 55,1 µg/m³ registrado no Morro da Liberdade corresponde a mais que o dobro do limite superior da faixa considerada boa pelo Selva, embora não equivalha ao AQI de 148 da IQAir. Os dados do Selva classificavam a qualidade do ar entre muito ruim e péssimo em pontos monitorados de Manaus.

Interior também afetado

A poluição também atingia municípios do interior do estado, conforme as estações do Selva. Os índices registrados eram: Iranduba, 81,5 µg/m³; Parintins, 176 µg/m³; Itacoatiara, 97 µg/m³; e Nhamundá, 115,6 µg/m³. Parintins apresentava a maior concentração entre os municípios listados, cerca de sete vezes o limite superior da faixa considerada boa pelo sistema da UEA.

Na segunda-feira (26), o governador do Amazonas, Roberto Cidade, afirmou que as queimadas no sul do Pará podiam levar fumaça ao estado nos próximos dias. Segundo ele, os focos de incêndio estão concentrados principalmente na região de Itaituba, próxima à divisa entre os dois estados, e a fumaça não deve chegar imediatamente, mas pode atingir o Amazonas em dois ou três dias.

Durante coletiva de imprensa, Cidade disse que o governo do Amazonas pretende entrar em contato com o governo do Pará para discutir medidas de combate aos incêndios. O material recebido não informa se o contato foi feito nem o resultado da conversa.

Foto: Lucas Macedo/g1

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/30/ar-de-manaus-melhora-mas-capital-continua-sendo-a-mais-poluida-do-pais-aponta-monitoramento.ghtml

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