Fumaça e umidade reduzem visibilidade em Manaus; 13 municípios têm ar comprometido

Meteorologista vê participação relevante da fumaça de queimadas, sem descartar a umidade; Defesa Civil classifica o ar entre ruim e péssimo em 13 cidades do AM.

Meteorologista vê participação relevante da fumaça de queimadas, sem descartar a umidade; Defesa Civil classifica o ar entre ruim e péssimo em 13 cidades do AM.
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Uma camada esbranquiçada reduziu a visibilidade em Manaus neste sábado (31). Segundo a meteorologista Andrea Ramos, ouviu pelo g1 Amazonas, a avaliação preliminar aponta participação relevante da fumaça de queimadas no fenômeno, mas a umidade do ar também pode ter contribuído. Dados de monitoramento citados na reportagem mostram concentrações elevadas de material particulado fino (PM2,5) em áreas distintas da capital.

A distinção entre os dois fenômenos está naquilo que fica suspenso no ar. A neblina reúne gotículas de água; a fumaça carrega partículas e gases resultantes da queima de vegetação. Por isso, a camada vista na cidade pode ter origem mista, conforme a análise preliminar da meteorologista.

O que explica a camada sobre a capital

Conforme Andrea Ramos, a chuva de sexta-feira (30) pode ter elevado a umidade e criado condições para névoa ou neblina entre a madrugada e o começo da manhã de sábado. Somam-se a isso ventos de baixa intensidade e estabilidade da atmosfera, que tendem a segurar os poluentes perto do solo e a manter a fumaça concentrada em pontos da cidade.

A definição de qual fenômeno predominou depende de cruzar indicadores medidos no momento das imagens: umidade relativa, temperatura, ponto de orvalho, visibilidade e teor de PM2,5. O material recebido não traz o resultado desse cruzamento para o sábado.

Qualidade do ar em 13 municípios

A Defesa Civil do Amazonas informou que o ar teve níveis diferentes de comprometimento no estado, com classificação entre ruim e péssima em 13 municípios. Parintins aparece com o pior quadro, classificado como péssimo. Outras sete cidades ficaram no patamar muito ruim: Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, São Sebastião do Uatumã e Silves.

No grupo seguinte, classificado como ruim, estão Autazes, Boca do Acre, Manaus, Nova Olinda do Norte e Urucurituba. A divisão feita pela Defesa Civil separa, portanto, dois patamares de comprometimento: o muito ruim, mais grave e com sete municípios, e o ruim, que inclui a capital.

Mesmo com fumaça e poluição, o Amazonas registrou menos focos de queimadas em outubro do que em setembro. O Inpe contabilizou 2.258 focos no estado no mês, diante de 3.726 no mês anterior, o que representa recuo de 39,40%. No ano de 2026 até agora, o estado soma 8.515 focos e aparece na sexta colocação entre as unidades com mais registros. Nos dias 29 e 30, os satélites apontaram 30 focos novos em todo o território amazonense.

Foto: Luciane Marques/Rede Amazônica

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/31/fumaca-ou-neblina-meteorologista-explica-camada-que-reduziu-visibilidade-em-manaus.ghtml

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